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Romildo Gonçalves
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Segunda, 23 de dezembro de 2013, 10h31

Terra, planeta água!

 

Água é uma das substâncias químicas mais importantes do mundo! Embora a água seja concretamente uma substância inorgânica ela é paradoxalmente vida na sua essência. Esse paradoxo só pode ser entendido para quem tem massa encefálica funcionando! Daí... Veja o final desse artigo.
Como se sabe estamos sobre o maior e mais importante aquífero do mundo, ou seja, uma gigantesca reserva de água doce chamada “Aquífero Guarani” que possui um volume de água de aproximadamente 55 mil km3 e profundidade máxima por volta de 1.800 metros.
Com capacidade de recarregamento de aproximadamente 166 km3 ao ano por precipitação, dizem que se utilizada de racional que esta vasta reserva subterrânea poderá abastecer o mundo com água potável por cerca de duzentos anos . É pouco ou quer mais?

Oitocentos e quarenta mil quilômetros quadrados dessa riqueza se encontram localizada no subsolo do centro-sudoeste brasileiro, o restante distribuem-se entre três outros países sul americanos: Argentina, Uruguai e Paraguai. Como se vê é algo simplesmente fenomenal, não? Somente o lago Baikal na Rússia, pode assemelhar-se a tal grandeza.
Batizado com o nome de “Aquífero Guarani”, em homenagem as “Etnias Indígenas das Américas”, essa vasta reserva de água doce subterrânea pode fornecer água potável ao mundo por um período de no mínimo duzentos anos. É ou não algo colossal? Uma dádiva de Deus?

Pois bem não bastasse toda essa fabulosa riqueza aos nossos pés, a capital mato-grossense conta ainda com inúmeras nascentes, córregos, afloramento, minadouros e rios banhando o perímetro urbano da nossa querida cidade verde.
No meio rural a situação não é diferente, com gigantescos potenciais em riquezas hídricas de águas límpidas, tépidas... Brotando nas serra e morrarias como queira, perpassando, margeando, circundando e serpenteando o território mato-grossense. Um verdadeiro tesouro, não?

Geologicamente falando a capital mato-grossense deveria ser a única cidade no Brasil e quiçá do mundo, onde jamais poderia faltar água tratada à população humana. No entanto, por falta de competência dos gestores públicos essa riqueza natural é considerada joia rara na capital mato-grossense, por falta de gestão. Uma vergonha, não?

Como dizia o professor Lenine Povoas, “A questão da falta de água tratada na capital mato-grossense é uma questão de saúde pública, o descalabro é tanto que a proliferação de poços artesianos nos bairros mais sofisticados e cisternas improvisadas nos bairros periféricos é senso comum”, Com a palavra?

Nesse viés nota-se que falta respeito e consideração ao contribuinte, à sociedade, ao cidadão, vez que o pagamento de impostos não é garantia de retorno a um bem primário, de absoluta necessidade ao ser vivente.
Como se vê, entra ano sai ano é tudo a mesma coisa, chega o período da estiagem é gente morrendo de sede, sem ter a quem recorrer.

Chega o período das chuvas é um descalabro total, gente... É
"O mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que os olham e não fazem nada" Albert Einstein. Vamos refletir juntos?

Romildo Gonçalves é Biólogo é Mestre em Educação e Meio Ambiente, Perito ambiental em fogo florestal. romildogoncalves@hotmail.com
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