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Romildo Gonçalves
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Sexta, 27 de fevereiro de 2015, 07h01

Falta visão dendrológica!

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), tem como missão gestar a política ambiental, proteger o patrimônio natural e cultural, pesquisar, manejar e recuperar a Biodiversidade do estado. A priori essa instituição precisa e deve estar sempre à frente de seu tempo, ambientalmente falando.

Todavia o que se denota na sema e em sua maneira de gerenciar a política ambiental do estado é sem duvidas uma visível falta de visão dos potenciais naturais das riquezas florestais do estado e de como manejá-las de maneira seguras e sustentáveis.

Assertiva nesse desatino primário pode ser mirada no baixar ou suspender portaria proibindo o uso desses recursos naturais, ao mesmo tempo desorientando o produtor rural e desgastando a gestão pública. Nesse viés a insegurança jurídica ao homem do campo aliado ao desgaste do governo recém-empossado é gritante.

Em meio a esta profusão de erros e equívocos em tão curto espaço de tempo, houve necessidade de intervenção direta do governo na secretaria, solicitando pesquisas que indique a situação de cada uma das espécies pontuadas pelo ministério do meio ambiente na portaria federal n.443/2014. Encontrará respostas factíveis e seguras?

Procedimentos primários como este só geram desgaste a gestão pública estadual, além de fragrantes prejuízos ambientais, econômicos e sociais ao produtor rural e a sociedade como um todo. 

Não foi essa a política ambiental pontuada no plano de governo a ser gestado a partir de 2015. O foco à segurança jurídica e a sustentabilidade ambiental foram e são condições intrínsecas para o desenvolvimento do estado.

A frágil noção na gestão pública, aliada a falta de visão holística ao mirar a dinâmica da política ambiental causam descompassos no plano elaborado pelo novo governo e atravanca a produção, o desenvolvimento, a preservação e fundamentalmente a insegurança jurídica tão debatida pelo novo governo.

Se por razão outra em decisões jurídicas o poder judiciário solicitar a sema informações sobre manejo e quantificação dos recursos florestais mato-grossenses, poderá não ser bem sucedidos com respostas seguras e consistentes.

O mais intrigante nesse processo é que o estado tem sua economia sustentada na produção primária, onde o extrativismo vegetal tem importância singular na cadeia produtiva. Perguntamos por onde andavam os gestores e técnicos da sema?

Esse olhar fragmentado para não dizer estrábico a que se referem a pouca importância dada a dendrologia mato-grossense e brasileira, seja, na sema, seja, seja, IBAMA, geram situação de insegurança e desconforte aos governos estadual e federal. Até quando?

Visando a sustentabilidade ambiental para o século 21, e manjo correto dos recursos bióticos e abióticos, o governo brasileiro investiu fortemente na década de 90 na edição de novas legislações ambientais capazes e seguras. No entanto, muitos gestores e instituições não conseguiram acompanha-las.

Romildo Gonçalves é Biólogo é Mestre em Educação e Meio Ambiente, Perito ambiental em fogo florestal. romildogoncalves@hotmail.com
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