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Romildo Gonçalves
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Terça, 31 de maio de 2011, 11h46

O mundo está aquecendo!

A meteorologia vai bem, porém o clima e as condições de intempéries no mundo estão cada vez mais instáveis e difusas. Segundo os centros climatológicos de pesquisas ambientais espalhados pelo mundo, 2011 promete. Dentre outras variáveis o aumento da temperatura vai ser uma das complexas questões a ser enfrentada em 2011.

Para evitar conseqüências imprevisíveis do clima, é preciso fazer mudanças tecnológicas, alerta o “astrofísico Luiz Gylvan”, do Centro de Estudos Avançados da USP. Os anos de 2005 e 2006 começaram e terminou quente em todo o planeta, incêndios florestais pipocaram nos Estados Unidos, Portugal, Espanha, Austrália,... Criando sérios transtornos ambientais. Em 2007, foi à vez do Brasil que sofreu com calor, as alterações climatológicas e ressecamento da vegetação atingiram o país de forma contundente.

Naquele ano o estado de mato grosso viu sua vegetação florestal queimar de ponta a ponta nos 141 municípios. Em 2009, foi novamente à vez da Austrália, Grécia, Estados Unidos, Espanha... Voltarem a enfrentar problemas com fogo florestal que atingiu de forma significativa a vida, a economia, e o bem estar de todos. Constatou-se que o descuido das autoridades foi um dos fatores que contribuiu fortemente para o agravamento da situação.

No Brasil de norte a sul, de leste a oeste, o calor em 2009 foi excepcional, embora tenha sido também o ano de maior precipitação pluviométrica já registrada no país, com temporais e enchentes em grande volume e quantidade mesmo assim a situação enfrentada pela população humana não foi fácil. É fato que as alterações climáticas naturais no mundo, têm viabilizado o aumento de catástrofes tais como terremotos, maremotos, tsunamis, tufões, vulcões, deslizamentos, abalos sísmicos, ondas de calor, tornados, conhecidos e comprovados cientificamente como processo natural...

Por outro lado as pressões antropogênicas têm provocado incêndios florestais de grande monta, queima sem controle, desmatamento não autorizados, alterações nos cursos dos rios... De forma sistemática modificando significativamente ecossistemas naturais no mundo inteiro o que agrava ainda mais a questão. Fatos estes registrados diuturnamente pelos centros de pesquisas e amplamente divulgados pela mídia. Em 2007, 2008, 2009 e 2010 constataram-se alterações significativas sobre os recursos biótico e abiótico no planeta, com forte reflexo sobre a vida humana.

O mais preocupante é que grande parte desse processo são provocados pela atividade humana desordenada no meio ambiente, sem uma efetiva ação dos gestores públicos na contenção desses impactos. Urge, portanto uma postura mais objetiva e competente das autoridades para evitar que a situação se agravar ainda mais. Avaliar melhor nossa atitude frente ao ambiente em que vivemos é enfrentar a questão com comprometimento. Isto por que mudanças quando falamos de climáticas devemos relacionar ecossistemas e biodiversidade como condições si-ne-qua-non de sobrevivência, ou seja, falar abertamente, com clareza e objetividade do mundo biótico e abiótico, visando o entendimento de sua essência.

Se assim o fizermos estaremos interagindo melhor com nossos semelhantes, e consequentemente preservando a vida.
 

Romildo Gonçalves é Biólogo é Mestre em Educação e Meio Ambiente, Perito ambiental em fogo florestal. romildogoncalves@hotmail.com
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