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Romildo Gonçalves
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Quarta, 10 de agosto de 2011, 09h25

O remédio que mata!

Pelo que se vê nem tudo é flores onde naturalmente deveria ser, ou seja, no viés agrícola,a agricultura moderna tem como companheira a morte sorrateiramente andando por perto.Isto por que anualmente são lançados nos ecossistemas mundiais milhões e milhões de toneladas de produtos químicos, ou seja, lixos tóxicos que ajudam no aumento da produção e produtividade agrícola. No entanto, por outro lado esses produtos vêm irreversivelmente contaminando a fauna a flora, recursos hídricos, recursos edáficos a vida... Comprovadoscientificamente pelos centros de pesquisas espalhados pelo mundo.

O pior de tudo isso é que com a dominância da monocultura no mundo esse mal só tende a aumentar continuamente. Em todos ospaíses do mundo, em especial nos países em desenvolvimento, onde a maiorias dos agricultores, não sabem ler nem escrever corretamente, morrem em média de dez a quinze mil pessoas anualmente intoxicadas com esses produtos químicos altamente tóxicos,manejados de forma inadequada comumente no meio rural para controle de pragas nas lavouras.

Inúmeros outros perigos rondam a agricultura e consequentemente a humanidade que utilizam tanto os produtos químicos como a produção agrícolas extraídas dessas lavouras. Ao fazermos uso do meio ambiente e dos recursos naturais provocamos de alguma formaa erosão do solo, a remoção da vegetação que por sua vez, aumenta a intensidade dos ventos, o impacto das chuvas no solo, que por consequência vai lenta e gradativamente lixiviando as camadas de humos da terra, desertificando-a e tornando-a menos produtiva.

E assim, enquanto as terras aráveis diminuem os desertos espalham isso as florestas nativas vão se encolhendo sucessivamente a cada dia em todo o mundo, uma realidade nua e crua. Nas últimas três décadas o chamado “pulmão do mundo”, “planeta verde”, ou seja, a floresta Amazônica vem gradativamente perdendo sua vegetação nativa, quesob ataque contínuo, forte pressão antrópica, sem medida efetiva para detê-la, a situação só se complica sobre esse extraordinário ecossistema natural. Fotos noturnas tiradas por satélites na Amazônia mostram que boa parte da floresta simplesmente se esvai em fumaça devido a queima de vegetação, cada ponto de luz é um foco de calor por meio da qual o lavrador, procura de forma rudimentar conquistar lugar para as roças de toco ou roçados aleatórios garantindo o sustentofamiliar, usa-se também o mesmo modelo rudimentar de desmate e queima o pequeno agricultor.

Por outro lado com mais agressividade o ataque sem dó do médio e do grande produtor rural também não se faz de arrogado destruindo tudo que vê pela frente, no afã da posse da terra.A omissão do poder público também é outro fator quecontribui sobremaneira para a situação ora posta.É preciso urgentemente uma tomada de posição dos gestores públicos para proibir o mal feito e ao mesmo tempo,orientar corretamente o homem do campo, o produtor rural, o empresário...Ofertando-lhe novas tecnologias de uso racional dos recursos naturais, só assim será possível reverter essa situação de impactos desnecessários ao meio ambiente.Pois se mantivermos o ritmo atual de destruição dos recursos naturais, os remanescentes florestais nativos desperecerãopara sempre, e com ele milhares de espécies da flora e da fauna autóctone/nativa também.

O pior de tudo é que muito dessas riquezas naturais se quer foram catalogadas pela ciência, ou seja, um gigantesco potencial de riquezas sendo destruído aleatoriamente.Reflita com a gente sobre essa questão! Faça sua parte enquanto ser humano preserve a vida!
 

Romildo Gonçalves é Biólogo é Mestre em Educação e Meio Ambiente, Perito ambiental em fogo florestal. romildogoncalves@hotmail.com
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