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Romildo Gonçalves
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Domingo, 09 de dezembro de 2012, 17h20

Lá Niña volta ao Brasil em 2012 !

Lá niña! Menina arteira que resfria as águas dos oceanos e intensifica desastres ambientais no continente, continua aprontando e volta a criar situação de descompasso na vida do brasileiro país afora. Segundo informações dos centros de pesquisas meteorológicas do começo ao fim de 2012 Lá Niña tem movimentando o país ambientalmente falando. 

Como se vê estamos em pleno mês de dezembro com muitas chuvas nas regiões norte, sul, sudeste e centro-oeste, e seca extrema no nordeste brasileiro, aliado é claro a extraordinária incompetência dos gestores públicos do país. Na linha de frente desse descalabro sai o estado do Rio de Janeiro criando o “kit calamidade” uma nova modalidades improvisada de prevenção a desastres, para salvar gente nas encostas de morros, favelas, palafitas, cortiços que dominam as cidades cariocas... É brincar com a vida humana, não?

Como se sabe “Lá niña” é um fenômeno natural oriundo de força da natureza, e ocorre no mundo inteiro, é um fenômeno cíclico e deve ser encarado como tal, no entanto a ação humana no meio ambiente feita de forma aleatória, aliada a forte pressão antrópica sobre os recursos naturais têm nas últimas três décadas acelerado de forma significativa o processo de degradação ambiental no país e no mundo.

Pesquisas científicas fundamentada em rigoroso monitoramento ambiental vêm seguidamente confirmando as difusas condições de intempéries sejam locais, regionais ou globais, com secas intensas ou chuvas exageradas. No Brasil, cientistas e pesquisadores do clima como o prof. Dr. Luiz Carlos Moroni, da UFA, Dr. Evaristo de Miranda da EMBRAPA, com os quais comungo minhas ideias, avaliam seriamente tais fatos.

Ao estudar as mudanças climáticas no aquecimento global constatamos a veracidade das mudanças no ambiente e na vida animal e vegetal. Para muitos cientistas e pesquisadores até 2030 o planeta passará por um período de resfriamento, porém com as turbulências questionadas que certamente não podemos ignorá-las, todavia a ocorrência de estiagem prolongada ou chuvas exageradas em pontos diversos do planeta não se-pode contestar, não é mesmo? E é exatamente nesse ponto que devemos estar atentos, especialmente para quem vivem em ambientes tropicais propícios a tais eventos. Com a palavra os gestores públicos!

No Brasil estamos vivenciando dois momentos extremos, estiagem com seca rigorosa no nordeste do país e chuvas abundantes nas outras regiões, muitas das vezes com efeitos devastadores na vida humana, em muitos casos facilitada evidentemente pelo desleixo dos gestores públicos, não é mesmo? Embora geograficamente não muito distante geográfica e cronologicamente tragédias marcantes, expõe o país à falta de gestão pública no gerenciamento preventivo dos desastres previsíveis.
A falta de planejamento na prevenção a desastres naturais vem nas ultimas décadas acarretando falhas extremamente grave no país,... De acordo com pesquisa do IBGE 2011, dos 5.565 municípios brasileiros apenas 6,2% das cidades têm um plano para prevenção de algum tipo de desastre. Assustador, não? Ou vergonhoso?

Como se vê o desleixo dos gestores aliados à endêmica corrupção que se sucede em todas as instâncias de governos deixa-se uma marca indelével nas pessoas apontando também uma verdadeira hecatombe especialmente nas populações humanas mais humildes, que continuam pagando a conta com a sua própria vida.

Dados estatísticos oficiais confirmam que milhões de brasileiros vivem secularmente em ambientes sem as mínimas condições de habitabilidade, convivendo com catástrofes recorrentes. Perguntamos? Até quando essa massa de gente relegada à segunda categoria continuará permitindo esta situação? Desastre como os corridos no Morro do Bumba, Angra dos Reis, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo no estado Rio de Janeiro, Marcelândia em Mato Grosso. Vale do Itajaí em Santa Catarina... Foram resolvidos?


Responda honesto e honestamente? Roga-se a Deus, para que novos problemas não venham ocorrer matando gentes indefesas país afora, por incompetência de pseudos gestores públicos, corruptos, mandam e desmandam no país, desviando dinheiro público sem o menor escrúpulo. Como se vê entra ano sai ano tragédias previsíveis continuam pipocando no país! E dai? Será que perdemos a capacidade de indignar?

Romildo Gonçalves é Biólogo é Mestre em Educação e Meio Ambiente, Perito ambiental em fogo florestal. romildogoncalves@hotmail.com
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