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Romildo Gonçalves
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Quarta, 19 de dezembro de 2012, 16h50

A Sema! Descentralizar ações é o caminho!

Mato grosso é um estado gigantesco, privilegiado em riquezas naturais,

flora, fauna, recursos hídricos, pesqueiros, minerais, edáficos... Detentor
de solos generosamente fértil onde tudo que se planta colhem com
fartura e abundância.

Como por uma dádiva apresentam também condições climáticas
perfeitas para boa produção e produtividade de grãos, cereais,
hortifrutigranjeiros... Sem falar na extraordinária variedade de gramíneas
como quesitos básicos para o desenvolvimento da rica e mundialmente
famosa pecuária mato-grossense.

Todavia no que se refere à preservação ambiental há uma enorme
questão a ser resolvida em todo o estado, isto porque, além da falta de
noção da grandeza do estado na gestão da secretaria de Meio Ambiental.
Há pelo menos três décadas mato grosso enfrenta forte e contínua
pressão antrópica sobre seus ecossistemas naturais. Por isso é que
desenvolver e preservar o estado é uma situação ainda a ser desvendada.

Nesse front a Secretaria de Estado de Meio Ambiente têm um papel
primoroso a cumprir, vincando as principais prioridades de preservação
e produção, mirando o desenvolvimento sustentável. E é exatamente
ai que o estado precisa estar atento colocando SEMA, a altura de suas
prioridades. Todavia para que isso ocorra é necessário que a secretaria
em foco esteja umbilicalmente lincada com a politica ambiental e em
conformidade com que preceitua a legislação brasileira.

Entender o estado ambientalmente de forma holística, compreendendo
a importância do tripé preservação/produção/desenvolvimento, como
conceito intrínseco de qualidade de vida, sem agressão gratuita ao meio
ambiente é de novo a questão.

Sabemos que a base econômica do estado de mato grosso está
fundamentada na produção primária no uso direto da terra, na
agropecuária=agricultura+pecuária, no extrativismo vegetal, com traços
na produção mineral e mais recentemente na produção hídrica de energia
limpa com toda pungência do contexto vindo de fontes primárias, fato.

Por isso e muito mais é que a sema precisa urgentemente compreender a
dimensão de mato grosso sua importância no contexto e sair dessa visão
provinciana, arcaica, míope em que se encontra e agir interagindo com a
realidade dos fatos. Estamos em pleno século 21, e a Sema parece ainda
não ter entendido sua missão ao focar a questão ambiental em sua gestão
com mais comprometimento na missão que lhe cabe.

Sabemos todos que a questão ambiental é extremamente complexa,
embora seja uma pasta eminentemente técnica, é ao mesmo tempo
politica, holisticamente falando, pois para lá convergem interesses
difusos e muitas vezes conflitantes, sejam eles, ambientais, econômicos e
sociais, advindos da iniciativa privada ou do próprio poder público, a ser
solucionados.

Penso sinceramente haver dois caminhos a seguir nesse contesto:
preservar produzindo ou produzir preservando, por isso conciliar essa
questão, é a questão! E mais, para caminhar nessa seara é preciso
conhecer, entender e compreender a gestão pública e o papel da
secretaria no contexto.

Nesse viés o governo precisa estar focado para evitar que a partir de
2013, não se tenha novos declínios ambientais no estado, permitindo-o a
continuar líder absoluto em desmatamentos ilegal, queima sem controle,
incêndios florestais, destruição da biodiversidade, degradação ambiental,
poluição hídrica, poluição atmosférica... Manchete constante de senso
comum na mídia, local e nacional! 

Romildo Gonçalves é Biólogo é Mestre em Educação e Meio Ambiente, Perito ambiental em fogo florestal. romildogoncalves@hotmail.com
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