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Romildo Gonçalves
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Segunda, 21 de janeiro de 2013, 10h35

O mundo tá esquentando! 2013 Promete!

Novos estudos da NASA confirmam o que outros dados já indicavam: a temperatura na terra mantém firme tendência de alta, sendo o ano de 2012 o nono ano mais quente desde 1880, quando iniciaram os registros sobre o clima no mundo. As análises mostram que a terra experimenta um aquecimento mais acelerado do que em décadas anteriores.

Como se vê a meteorologia vai bem, porém as condições de intempéries estão cada vez mais difusas. Centros de pesquisas, observações de satélites e coleta de dados em mais de mil estações de monitoramento ambiental espalhadas pelo mundo confirmaram as significativas mudanças climáticas em curso no planeta!

O verão mal começou e a temperatura já beira no 43º graus no Brasil, em outras partes do mundo como a Austrália, por exemplo, os termômetros já marcaram 46º graus, é pouco ou quer mais? Seja por uma questão natural ou aliada a pressão antrópica o planeta continua esquentando e muito especialmente nas últimas três décadas.

Monitoramento realizado pela NASA de 1988 a 2012 reafirmam essa tendência e o pior com intensificação de variações bruscas nas intempéries, com frio e nevascas matando em determinada região da terra ou calor fogo e fumaça ardendo em outra, ou seja, enquanto a Europa congela a Austrália queima. Mira-se nesse interim uma questão extremamente complexa do clima, até mesmo para o entendimento dos mais experientes cientistas e pesquisadores das ciências naturais.

Ano a ano, tem-se havido uma tendência expressiva de alta da temperatura no mundo. Excluindo-se 1988, os nove anos mais quentes dentre os 132 anos avaliados aconteceram desde 2000, com 2010 e 2005 encabeçando a lista de recordes de calor no em todos os ecossistemas mundiais.

A intensificação das intempéries com ondas de calor, frio, tempestade, tornados, furacões, tsunamis, tufões... Tem provocado significativas alterações no mundo biótico e abiótico modificando habitats com estiagens prolongadas, secas extremas, ressecando da vegetação intensificação de incêndios florestais...

 

 


Embora boa parte desses fenômenos cíclicos seja de cunho natural, a explosão demográfica das últimas décadas aliada a pressão antrópica, reforçadas pelo descuido/desleixo de lideres mundiais, governantes e gestores públicos com o meio ambiente, contribui sobremaneira para o agravamento da questão. Seja aqui na terra de Cabral o no restantes o globo terrestre a coisa tá se avolumando.

Sabemos da complexidade da questão por isso precisamos nos preparar para enfrentá-la, pois ao falar sobre mudanças climáticas devemos foca-la aos ecossistemas e a biodiversidade, ou seja, falar com clareza e abertamente do mundo biótico e abiótico. Só assim estaremos interagindo objetivamente com nossos semelhantes sobre a continuidade ou não da vida na terra. Precisamos entender essa dinâmica e dela efetivo e responsavelmente participar. Você já pensou sobre isso?
 

Romildo Gonçalves é Biólogo é Mestre em Educação e Meio Ambiente, Perito ambiental em fogo florestal. romildogoncalves@hotmail.com
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