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Alberto Romeu Pereira
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Sexta, 30 de maio de 2014, 08h49

O Tenente Pelegrin

Assisti na noite de quinta-feira (29 de maio) por um canal de São Paulo, uma reportagem onde o Tenente Pelegrin, da PM Paulista, leva - mesmo a força - um homem que tomou Racumin, buscando o suicídio, pois sua ex-mulher (com quem tem um filho), faz chantagem, pede dinheiro, etc..

A reportagem mostrava que o tenente Pelegrin tentava convencer o homem a ir a um hospital. Sugeriu até que se chamasse uma ambulância do Samu (Serviço Médico e Emergência) mas o homem se negava pois seu objetivo era a morte: "vão tirar o efeito e não é isso o que eu quero" - afirmava.

Mesmo à força Pelegrin deu ordem para que os policiais pegassem o homem, e fosse levado a um hospital. Ao chegar, constatou que o paciente já apresentava debilidade, com o efeito do veneno. Imediatamente, solicitou atendimento médico.

Passado algum tempo, o policial atendeu familiares do homem, dando informações sobre seu estado de saúde, dizendo que ele já havia recobrado os sentidos. Sobre os motivos da sua tentativa de suicídio, o tenente Pelegrin sugeriu aos familiares que o confortassem e desse razões para que a morte não resolveria nada. Iria agravar, pois há um filho em questão. Que o homem procurasse a justiça.

A reportagem encerra e, aqui em Cuiabá, capital de Mato Grosso, me provocou uma reflexão sobre homens que escolhem profissões quase sempre não remuneradas ao que de fato merecem. Homens que deixam suas casas, suas famílias, para se dedicarem a salvar vidas, como a do cidadão em questão. Homens que enfrentam bandidos para defenderem patrimônios alheios. Que enfrentam o estresse antes, durante e depois das jornadas de trabalho. 

Tenho que ser justo em ressaltar que temos por aqui muitos Pelegrin e convivemos com eles em nossas lidas jornalísticas ou como cidadãos. 

São situações que nos provocam emoção e como reação nos indignamos ao assistir a falta de decência e respeito por parte de 'gestores' que vilipendiam o patrimônio público. Como resultado, a desculpa que não há recursos para lhes dar um salário digno, equipamentos e benefícios futuros. 

Mas coisas mudam. E independente de partidos ou bandeiras (ontem foi uma sigla, hoje é outra, amanhã que não seja) temos que buscar ajustes jurídicos, de mobilização de cidadãos para que haja decência e respeito com a coisa pública. Transparência, já é um bom começo.

Alberto Romeu Pereira é jornalista em Mato Grosso. E-mail romeu@plantaonews.com.br
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