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Alberto Romeu Pereira
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Quarta, 13 de maio de 2015, 10h03

Paraíso de Livramento

Matéria jornalística distribuida pela Secom do governo do Estado informa que Nossa Senhora de Livramento (a 33 km de Cuiabá) "é um dos municípios da Baixada Cuiabana que se transformarão em referência para a implantação das ações da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT) voltadas à inclusão produtiva, cidadania e assistência".

Não seria novidade se praticamente o mesmo tema não tivesse sido divulgado por governos anteriores, que apontavam o município com grande pontencial para produções na área agrícola. Há anos já se colocou dinheiro no município para a produção de camarão de água doce. Se o projeto vingou não se sabe (não há divulgação a respeito), mas que foi colocado dinheiro ali, isso foi.

Em outras ocasiões se referia ao município para a produção de hortifrutigranjeiros e aproveitamento em várias áreas da produção agrícola. Ou seja, o dinheiro público (do cidadão) tem ido para Nossa Senhora do Livramento, mas o que se vê é um vazio na comunidade que lamenta a falta de oportunidades, de emprego e fontes de renda.  

O titular da Setas, Valdiney de Arruda, apresentou ao prefeito Carlos Roberto da Costa, o Nezinho, o planejamento estratégico da Setas para os próximos quatro anos, afirmando que a prefeitura de Livramento está bem organizada e este é um fator importante no desenvolvimento de ações complementares, em parceria com o Governo do Estado.

Com grande conhecimento nas questões de gerenciamento do dinheiro público, Valdiney De Arruda, além de especialista em políticas públicas e meio ambiente exerceu o cargo de auditor fiscal do trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego com atuação da DRT/MT e como superintendente na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE, bem que poderia "puxar" a ficha de envio de recursos para Livramento e concluir, de fato, o que se deu resultado no município. Se não deu, quais as razões e quais foram os responsáveis. O tempo suficiente de levantamento para se ter um panorama seria das últimas três gestões - o que não é exagero.

Na realidade a imprensa e a população assiste com frequência as notícias de elaboração de projetos, liberação de recursos e uma euforia de soluções para o povo, mas que passado o tempo os resultados não correspondem a tudo aquilo. Mais adiante (muito tempo depois) aparece o Ministério Público (estadual ou federal) mandando o gestor a devolver dinheiro. O que na verdade é uma incognita. 

Bem apropiado um cidadão livramentense, da década de 80, comentou sobre o novo anúncio de maravilhas para Livramento: tanque de criame de peixe é o que mais se vê pelo 'gugo' (Google), mas o povo continua reclamando que não tem emprego. 

E, agora, uma nova festança é anunciada com aliberação de ambulância para todos os municípios de Mato Grosso. O crime está na falta de critério para liberação dos veiculos. O que é comum é o gestor destruir os veículos que tem disponível, por desrespeito e responsabilidade com o dinheiro público, e numa hora dessa ainda se safar recebendo uma ambulância zerinha. E, há ainda, os casos em que municípios tem ambulâncias suficientes - algumas sendo usadas por servidores, como deixar no pátio de casa por horas. 

Em tempo: mais uma boa dica ao governador Pedro Taques com a sua fome de fazer um Estado justo.

Alberto Romeu Pereira é jornalista em Mato Grosso. E-mail romeu@plantaonews.com.br
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