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Alberto Romeu Pereira
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Quarta, 28 de fevereiro de 2018, 11h33

O verde oliva também pulsa

Como se o Rio de Janeiro fosse aquela verdadeira cidade maravilhosa os políticos de Brasília resolveram chamar para sí o 'gerenciamento' das ações das Forças Armadas e dos setores de Segurança Pública no estado.

Para isso, instalam na Câmara dos Deputados hoje (28/2), às 15h, a "Câmara do Observatório Legislativo da Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (Olerj)", sob o pretexto de que a instituição "fiscalize" o planejamento, a "execução" de metas e os "resultados" das ações militares contra a violência no estado.

O fórum irá "monitorar" informações referentes à segurança pública, acompanhar as demandas da sociedade e estimular a busca de soluções para os problemas diagnosticados.E isso contará com "a parceria" de institutos de pesquisa e universidades para, com isso "produzir" estudos sobre a violência no Rio de Janeiro.

A proposta bonitinha promete realizar visitas técnicas e audiências públicas, além de oferecer uma ferramenta digital para ouvir a população.

A exemplo de outros órgãos de torcem o nariz para a presença das Forças Armadas na restauração da paz e da ordem no Rio de Janeiro, a assembleia daquele estado promete (agora) criar um canal para o encaminhamento e acompanhamento de eventuais denúncias de violação de direitos e garantias fundamentais durante a intervenção. O tal 'trabalho" da Câmara dos Deputados já estabelece um pré-julgamento de violência e terror, se esquecendo que as centenas de pessoas que atuarão na operação são vidas que constituem famílias. Respiram, amam, sorriem, choram e aspiram um Brasil de paz. Enfim, pulsam com um sentimento à Pátria e ao seu povo muito maior que esses senhores de gravata.  

O funcionamento do observatório será de 1º de março deste ano a 31 de janeiro de 2019. Sua criação está respaldada na missão constitucional do Poder Legislativo de fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo.
A história do Poder Legislativo em questões de Segurança Pública sobem até o púlpito daquela instituição com discursos acalorados cobrando ações dos setores de segurança pública e ao mesmo tempo advertindo para preservar os direitos dos bandidos. Nessa onda, até mesmo os Defensores Públicos do Brasil advertem as Forças Armadas sobre a conduta de agir durante as operações no Rio de Janeiro.

Interessante que ambos, de seus ambientes refrigerados, custeados pela arrecadação da população, fazem coro mas não incorporam a realidade de milhões de pessoas. Não sentem o vento quente por debaixo das telhas de eternit ou as pedras sob os pés das calçadas e ruas onde jorram o esgoto. Para eles, tudo é questão de estudos, análises, fontes de recursos (públicos) e discursos de que de tal forma se resolverá, no estratégico jeitinho de acumular coisas nas prateleiras sempre disponíveis a como objetos e conteúdos para seus infindáveis discursos. Certamente não acompanham a realidade das Forças Armadas (está mais fácil agora com suas páginas na internet), como – por exemplo, sua missão de paz no Haiti e, aqui sob nosso queixo, a presença na Amazônia, nas ações de milhões de ribeirinhos por esse Brasil (mais recente desenvolveram um grande trabalho social envolvendo Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

Triste esse visão caolha no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Amazonas... em qualquer Estado e por sinal, em Mato Grosso.

Alberto Romeu Pereira é jornalista em Mato Grosso. E-mail romeu@plantaonews.com.br
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