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Alberto Romeu Pereira
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Sexta, 09 de dezembro de 2011, 09h31

O dia em que a terra parou

O governador Silval Barbosa e o secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, José Lacerda, e logicamente toda a equipe que compõe a secretaria, estão de parabéns pela medida tomada em relação a concessão de férias coletivas aos servidores com tais benefícios vencidos ou conquistados a título de prêmios. A medida, que corresponde ao período de trinta dias, a contar de 12 de dezembro próximo e com prorrogação até 18 de janeiro (um ajuste no primeiro decreto foi publicado hoje), é mais que justa, mais que necessária e que merece, portanto, ser apoiada pelos demais órgãos institucionais, como a Assembléia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e enfim.

Segundo levantamento da Casa Civil, há um custo (despesa !) de R$ 21 milhões com o pagamento de férias vencidas dos servidores públicos. Não há de se entrar, aqui, no mérito se se trabalha, ou não. Se se produz, ou não. Mas a casa tem que ser arrumada e os servidores têm que enxergar que os tempos são outros, a transparência vem sendo exigida pela sociedade que não suporta mais ser vilipendiada diuturnamente com impostos, taxas e outras nomenclaturas que criam a todo momento.

Enquanto que a grande maioria das empresas se esforça para manter em dia as condições básicas para seu funcionamento - como água, luz (com quase 50% de imposto !!!), empregados, despesas administrativas, combustíveis, enfim, o essencial, a medida tomada com coragem pelo governador Silval Barbosa é uma resposta como respeito ao contribuinte. 

Enquanto que sindicatos de servidores clamaram pela inconstitucionalidade da medida, o contribuinte - que paga essa coisa chamada administração pública, vê como tomada de decisão acertada. Quando o presidente da Assembléia Legislativa, José Riva, reclama que o governador não deveria ter tomado tal decisão sem dar satisfação aos demais poderes, se esquece da propalada independência dos próprios poderes. Enxergar que a medida tem como base principalmente moralizar o serviço público (e que a sociedade está exauriza de exigir), reduzir a despesa (desnecessária, por sinal) e de certa forma, organizar a vida administrativa do servidor e que alguns espertinhos teimam em querer levar vantagem (a custa do cidadão contribuinte !!!), é sem dúvida uma posição hornosa e justa por parte do Governo de Mato Grosso para quem paga essa conta. 

Deveria ainda todos os poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário)  programarem para o Carnaval um moralizador decretão colocando os servidores em gozo de férias. Servidor público precisa ser respeitado, melhorar sua imagem, pois há os que pensam nisso e querem isso. Se tudo pára, nada mais correto e justo que passar a régua num passado que provoca essa bola de neve de URV, reposição, composição... e as custas de quem? De quem?

Deu pra entender né?  Se não, explico: Quem trabalha no período de festa natalina e de virada de ano? E mais: quem é o cidadão que busca serviços nesse período - até porque sabe que o servidor não está lá. E a mesma coisa acontece no Carnaval. Num País fraterno e festeiro como o nosso, alguém tinha que começar a fazer justiça e demonstrar respeito ao dinheiro do contribuinte. E melhor, que os demais poderes do Brasil sigam: coletivão de 19 de dezembro a 18 de janeiro a partir de agora, todos os anos. Tá decretado! 

Alberto Romeu Pereira é jornalista em Mato Grosso. E-mail romeu@plantaonews.com.br
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