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Marcos Bidoia
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Domingo, 11 de maio de 2014, 10h23

Naquele tempo (Mãe)

Muito mais tarde viriam filhos gerados in vitro, em provetas, em inseminações gélidas com gélidos instrumentos, filhos gerados em outros ventres para serem entregues a outros colos, ventres, mães e amores alugados.

Mas isso tudo muito mais tarde.

Naquele dia imagino como foi:
Normal, tudo normal.

Ela saindo as pressas de sua casinha simples, com seu ainda jovem e cuidadoso amado preocupado em levar junto suas bolsas com suas coisas.

Vida simples, poucas bolsas.

E a bolsa prestes a romper.

Outras três crianças na casinha, sogra, cunhadas, irmãs... alguém lhes cuidaria.
Como disse, era tudo normal, o amor era normal.

Em noite boa, simples ato, simples médico, provavelmente de nome simples, Raul, sei lá, simples dor, simples choro de neném, simples sorrisos de mãe e pai pela quarta vez, simples luz, simples dar a luz.

Muito mais tarde tudo viria a ser mais complicado e engenhoso.

Naquele tempo, ela me pegou no colo, amamentou, sorriu, ficou imensamente feliz, olhou para seu amado e viu um homem também imensamente feliz.

Ele pegou as bolsas.

E ela, cheia de amor, me pegou no colo, me levou de volta para sua casinha e me mostrou para seus outros 3 filhos.

Penso que foi assim, mãe querida.

Feliz Dia das Mães ai no Céu

Marcos Bidoia é vendedor de parafusos e ferramentas em Primavera do Leste - Mato Grosso.... E filho de José Bidóia, o poeta das estradas.
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