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Marcos Bidoia
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Terça, 07 de outubro de 2014, 09h10

Meu pai e os anos

No ano 30 ao mundo viestes.
Aos 33 anos ao mundo me trouxestes.
Com quantos anos lhe chamei de pai?
De papai nunca chamei.

Papai!! Sempre há tempo por mais que passem os anos.

Quantos anos eu tinha quando me ensinastes a dirigir?
Até hoje sigo a direção que apontastes.
Ainda me diriges.

Com quantos anos deixastes de me carregar no colo?
Para me carregar nas costas. Até que elas arqueassem.
Eu lhe pesei, eu sei.

Em que ano, depois de tantos anos beijei tua face?
Tantas beijei nestes anos e nenhum dos olhos nelas ficaram tão felizes quanto os seus.

Hoje tenho quase tantos anos quanto os anos que tinhas quando a 30 anos pegávamos as estradas.
Foram curtos anos os das estradas.
Talvez 5. Mas que anos...

As estradas são as mesmas daqueles anos.
Só mais doloridas.

Era tão bom quando me carregavas nas costas por elas...

Quantos anos levarei para lhe agradecer?
Muitos anos de vida para você, pai, para que eu tenha tempo.

Barra do Garças, 07/10/14 9' oD 

Marcos Bidoia é vendedor de parafusos e ferramentas em Primavera do Leste - Mato Grosso.... E filho de José Bidóia, o poeta das estradas.
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