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Marcos Bidoia
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Sexta, 21 de julho de 2017, 20h22

Ai que droga!

Primavera do Leste antiga

Que saudades!

Do mercado do Seu Joaquim, do do Tonho, do do Takashi, pequenininhos.
Do Hotel Castelli e suas Castellinhas inocentes, do mano Castelli mais que mano.
Do Tini ainda fotógrafo, do Paulinho vereador com cabelinho tigela, do banco Itaú na Blumenau.
Do bar do Sadiiiiiii, porque tem BB agora ali? Pra que banco onde tinha cadeirinhas de bar?
Do Seu Agostinho vendendo picolés e massas geladas, que massa!!!!!

Das Lojas Renner que não são as Renner de hoje e que vendiam nossas camisas horríveis de seda de cores berrantes.
Da Lojas Gouveia, salão do Nato, da igreja única - "vai na igreja?- vou!" , da primeira locadora.
Da churrascaria dos pais do Cabide na rodovia mt 130 (tinha cebola curtida).

Do bar das irmãs de Mamborê e suas baladas que não tinham este nome.

Ai, que saudades doídas do Bolão e seu piso de vermelhão, do seu Arno e da dona Zita - meu coração acabou de amadurecer ali.

De dar socos, levar socos na cara, dar beijos nas bocas, levar beijos para sempre.

Os socos foram esquecidos, os beijos não.

Ai, pescocinhos e orelhinhas cheirando a poeira das ruas de chão, como era "bão".
Ai, até vanerão era bom, hoje eu sei, se soubesse antes não reclamaria.

Posto Barril e meus amigos caminhoneiros e de transportadoras prontos pra briga em minha defesa, menino novo na cidade.

Saudades de chegar sujo, cansado da viagem longa e não ir pro banho nem descanso - ir pros amigos.
Sujo e era amado.

Dos amigos solteiros, seus casamentos e seus filhos nascendo.

De escrever poemas anônimos e colar escondido no mural do bar ao lado do Hotel Castelli.
Sim, era eu quem escrevia, aos 23 anos.

De tirar pra dançar sem saber só pra ter meu peito colado ao peito dela.

Dos cerrados em meio à cidade cerrando e encerrando nossas aventuras de jovens nus.
Dos cerrados, dos cerrados, dos cerrados, a cada construção um intervalo de cerrado.

A cada casa, um vizinho era um pouco do cerrado que se ia, do MT nativo.

Saudades de poucas ruas e sem leis de trânsito.
Saudades de falta de polícia por não ser preciso.

Das festas da farroupilha na Faz dos Riva - pra quê gente morando agora ali?????

Salão paroquial com festas num dia e defuntos no outro - alegrias e choros.

Chega!

Ai, que droga!!!!!!
(Desculpem-me. Não dá pra falar aqui de tudo e de todos. Foi ao acaso das lembranças que vieram e na urgência do pouco espaço) 

.

 

 

Primavera do Leste
Marcos Bidoia é vendedor de parafusos e ferramentas em Primavera do Leste - Mato Grosso.... E filho de José Bidóia, o poeta das estradas.
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