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Marcos Bidoia
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Quinta, 22 de fevereiro de 2018, 16h07

Tudo bacaninha

Bom dia.

Temos uma empresa numa cidade do interior do Mato Grosso que vez ou outra abre uma filial em uma outra cidade deste Estado, onde hoje temos 7 lojas.

Queria falar sobre "toma-lá-dá-cá".

Um dos grandes males do país, onde pessoas e empresas se corrompem e corrompem por benefícios.

Bem...
Quando uma empresa já consolidada vai abrir uma filial ou um novo empreendimento em uma nova cidade o que é de praxe vergonhosamente se fazer pode ser isso:
Busca-se as personalidades locais, com cargos de poder e representatividade para buscar auxílios.
Seja um imposto menor, seja uma máquina para ajeitar seu lote, seja uma garantia de que haverá negócios entre seu empreendimento e a prefeitura, por exemplo.

E aí começa o tal toma-lá-dá-cá. Onde só quem recebe são poucos e onde muitos só tomam. Tomam muuuito bem "lá".
Tá. E como é nosso procedimento ao abrir uma nova filial? Ao escolher nova cidade para um novo empreendimento nosso?

Vamos na cidade. Adquirimos o que precisar. Pagamos por isso. Preparamos tudo para a abertura da nova loja: compramos terreno, construímos, contratamos, empreendemos e quando está tudo praticamente pronto para a abertura, tudo pago e sanado, o que fazemos???

Aí marcamos uma audiência ou uma prosa com a autoridade máxima local, o prefeito!

A entrevista/audiência/prosa tem sempre um só diálogo e é sempre o mesmo::

- Bom dia, Sr Prefeito, tudo bem? Olhe, não sei se já sabe mas estamos prestes a abrir uma loja em sua cidade.
Minha vinda aqui é pra cumprir uma missão:
Pedir sua autorização, como representante mor da população para podermos nos instalar aqui.
E para lhe agradecer e parabenizar pela cidade, novamente através do Sr, à toda população.

Aí, agradecemos e prometemos incomodar o mínimo possivel, nos colocamos à disposição, mostramos como funciona nossa empresa e deixamos claro qual nossa intenção com os órgãos públicos.
Bem...
É assim.
Fica muito bem entendido como agimos.
E nem o poder público nem nós ficamos dependentes um do outro.

Oferecemos produtos e serviços.
Para quem quiser adquirir.
Compramos e pagamos o que precisarmos.
Vendemos e recebemos nossos produtos.
Simples.
Nada dado ou recebido em troca.
Simples e sem consciência incomodando, nem a nossa nem a de outros.
Tudo bacaninha.
Simples.

Somos pequenos ainda mas não queremos ser grandes de outra maneira.

NR: Conteúdo publicado originalmente no Facebook

Marcos Bidoia é vendedor de parafusos e ferramentas em Primavera do Leste - Mato Grosso.... E filho de José Bidóia, o poeta das estradas.
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