» mais
Ernani Caporossi
7d8bea788d95e191377c0c25ea36fb0b
Sábado, 18 de março de 2017, 19h06

Doença do beijo

 

 

Em dezembro do ano passado, escrevi sobre os benefícios do beijo para a saúde humana. Ele faz com que o corpo libere hormônios, que potencializam o sistema imunológico, acelera o metabolismo, o que significa emagrecer, e ajuda no combate aos problemas dentários e sintomas de alergia.

 

No entanto, há casos, em que pode ser veículo para algumas doenças, entre elas a mononucleose, conhecida como a "doença ou a febre do beijo", que também tem este nome por incidir na população mais jovens, entre 15 e 25 anos. Mas pode ser transmitida também pela tosse, espirros ou pelo compartilhamento de copos e talheres de uma pessoa infectada.

 

A cada ano, são mais de 2 milhões de casos apenas no Brasil. Além disso, estima-se que mais de 90% da população adulta esteja infectada. Causada por um herpes-vírus (Epstein-Barr), a infecção acontece normalmente na infância, mas na maioria dos casos não se manifesta.

 

Com a melhoria das condições de higiene da população, a infecção tem ocorrido cada vez mais tarde, e com mais força, aumentando o risco de gerar tipos mais graves da doença, como as que podem atingir o sistema nervoso, como meningite e encefalite.

 

Os sintomas mais característicos são febre alta, dor de garganta, ínguas, além de mal estar, dor de cabeça, dores musculares e náuseas, além de pele avermelhada e inchaço ao redor dos olhos. Em alguns casos, fígado e baço também podem inchar. No entanto, muitas vezes não há sintomas – fica-se sabendo da infecção após a realização de algum exame de sangue específico.

 

Enquanto o diagnóstico é baseado em exames clínico e de sangue – o profissional identifica os sintomas e teste sanguíneo confirma ou não a doença -, o tratamento ataca os sintomas. Isto é, procura aliviar a febre e a dor, além de recomendar repouso. Ou seja, a doença do beijo tem cura, desde que as instruções médicas sejam seguidas corretamente, incluindo ainda ingestão diária de 2 litros de água e gargarejos de alta salgada para a dor de garganta.

 

Portanto, além do tratamento normal para evitar que a doença progrida, é importante manter a rotina de higiene bucal e as visitas regulares ao dentista. Ter dentes sadios é sinônimo de corpo (e mente) são. 

Ernani Caporossi, especialista em dentística restauradora e prótese dental e MBA em Gestão em Saúde, é membro fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), membro da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral (SBOE) e da Academia Brasileira de Osseointegração (ABROSS). Há 30 anos atende em Cuiabá.
MAIS COLUNAS DE: Ernani Caporossi

» ver todas

Busca



Enquete

Você defende que a ferrovia passe por Cuiabá?

Sim, pois incrementará a economia.
Não, pois não temos produtos em volume necessários.
Indiferente
Outro problema como o VLT
  Resultado
Facebook Twitter Google+ RSS
Logo_azado

Plantão News.com.br - 2009 Todos os Direitos Reservados

email:redacao@plantaonews.com.br / Fone: (65) 8431-3114