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Laura Oliveira Gonçalves
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Quinta, 05 de julho de 2018, 11h43

Tudo em excesso faz mal, principalmente o estresse

O gerenciamento do estresse é tão importante para manter o equilíbrio

Quem de nós nunca ouviu que “tudo em excesso faz mal”, com o ESTRESSE, obviamente não seria diferente. Muito temos falado e ouvido sobre ele, e sempre com nuances negativas, mas em pequenas doses, o estresse pode realmente ser positivo, promovendo o esforço e nos empurrando a tomar as medidas necessárias. No entanto, se as demandas da vida diária excederem a capacidade e for mais pesada que possamos suportar, o estresse vira vilão e irá atuar de forma negativa, atingindo em cheio nossa saúde física e mental, trazendo sofrimentos e muitas doenças.

Sabiamente o cérebro é programado com um “sistema de alarme”, que como na vida real, serve para nos proteger de qualquer ameaça percebida. Se nosso sistema detecta uma ameaça, um perigo eminente, rapidamente nosso corpo libera hormônios para lidar com isso. Essa resposta instantânea é conhecida como “resposta de luta ou fuga”.

Quando estamos equilibrados, e em circunstâncias normais, uma vez que nossas defesas constatam a ameaça ela é logo neutralizada, fazendo com que o cérebro volta ao seu estado natural. Porém, para algumas pessoas – por causa da exposição constante ao stress (passado ou presente) – a transição do estado de alerta extremo para um estado mais relaxado se torna muito difícil.

É valido frisar que assim como a maioria das funções cerebrais, nossos sistemas de alarme são altamente individualistas. Assim, como nosso corpo interpreta os sinais desse sistema são diferentes. Sintomas psicossomáticos ou sintomas sem causa física conhecida são incrivelmente comuns.

Ficar atendo ao que o corpo fala é muito importante, e a busca pelo equilíbrio necessária, para que a vida fique mais simples e os pesos do mundo e da rotina não derrubem. De forma prática, muitas dores que sentimos, podem ser de natureza puramente piscologica, e tal afirmação é embasada num estudo publicado Diário Americano de Medicina, que apontou 84% dos pacientes relataram sintomas sem nenhuma causa física, ou seja, as dores são de natureza puramente psicológica.

Mas “Dra. como posso saber se a minha dor é física, ou psicológica?”, muitos questionam. E respondo que “não é uma constatação simples e deve ser feita por profissionais médicos e também psicólogos, afinal, é o profissional que deve analisar e encaminhar para o tratamento mais adequado a cada caso, visto que somos indivíduos únicos, e o tratamento é específico para cada caso”.

Há longo prazo, indivíduos com resposta ao estresse hiperativo podem desenvolver doenças crônicas. É importante, então, reconhecer os sinais de precaução de excesso de esforço para evitar complicações de saúde.

A pessoa exposta a muito estresse pode apresentar alguns sinais comuns, então ficar atendo, pode ajudar a procurar ajuda e conseguir o reequilíbrio mais facilmente.

Elenco os 11 sinais comuns, sendo eles: dores de cabeça ou enxaqueca, dor no peito, queda de cabelo, perda de libido, problemas de concentração, problemas de memória, problemas estomacais, oscilação de peso, palpitações cardíacas, dor nas articulações ou músculos e sintomas físicos ou mentais inexplicáveis, sendo este último o mais complexo de perceber.

Por isso, o gerenciamento do estresse é tão importante para manter o equilíbrio, além é claro da intervenção médica e psicológica quando em altos níveis. Praticar exercícios (caminhada ou yoga), meditação ou exercícios de respiração, e o apoio de familiares e amigos tem muito resultado na redução dos níveis de estresse e deve ser usado sem moderação.

Dra. Laura Oliveira Gonçalves (CRP/MT 18/2109) Psicóloga atua na Abordagem Sistêmica (Terapeuta para casais, crianças, família, adolescentes), Especialista em Avaliação Psicológica e Especialista em Psicologia do Trânsito.
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