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Elizeu Silva
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Terça, 27 de junho de 2017, 10h32

Relações humanas e de Poder na Várzea Grande

Desde que o mundo é mundo, é sabido que da convivência entre o ser humano e seus egos, os conflitos de vontades e interesses serão sempre inevitáveis. É uma luta entre outro, a sua vontade. Na esfera política então, nem se fala. Fazer valer a vontade sobre outrem é mais que um domínio: um prazer. Vejamos os embates entre grupos políticos no Brasil e no mundo, e porque não dizer em Várzea Grande. Na cidade de Couto Magalhães os conflitos são travados de geração em geração, de eleição em eleição, acordadas entre grupos e famílias tradicionais do lugar, e vence nas urnas ou nos tribunais, aquele mais bem aparelhado em várias circunstâncias: mais influente; mais forte e em algumas vezes, não mais inteligente.

A maneira usada para se conquistar o comando daquela cidade se dá de maneira bem alheia daquilo que já presenciamos ou imaginamos. Evidentemente, da maneira pior possível. Rasteiras, traições e tapetões são comuns no dia a dia político da outrora cidade industrial. A relação humana e o Poder na popular vegê são bem mais sutis do que se imagina, e a instabilidade política do lugar sempre descendo ralo abaixo e que se dane a vida de seus habitantes.

Para tentar entender esse viés de jogos baixos - do quanto pior, melhor, recorri aos belos textos da professora universitária, Cynthia Mello Ferrari, mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de SP. E, num primeiro entendimento, percebi que o político em geral, em especial os de Várzea Grande, ao aproximar do poder, se sente autossuficiente na capacidade de realizar qualquer ato ou ação. Ele pressupõe numa capacidade de superar até mesmo uma oposição pela força da moeda, impondo-se a ela. Seria como adquirir potência total para realizar determinado desejo ou vontade. Todavia, usar desses ímpetos nos dias atuais é querer "dar com os burros n'água". Órgãos fiscalizadores em favor da sociedade estão atentos. Não é a toa que nos últimos seis anos, a cidade teve quatro prefeitos cassados pela Justiça Eleitoral.

Foi assim em 2011, com Murilo Domingos, em 2012, com Tião da Zaeli, em 2015, com Wallace Guimarães, e agora, recentemente, com Lucimar Sacre de Campos, e seu vice, José Anderson Hazama, por suposto abuso da máquina pública no ano de 2016. Vale observar que tanto Murilo, quanto Zaeli e Wallace, não conseguiram retomar os seus mandatos. Já o futuro da prefeita Lucimar esta nas mãos dos juízes do TRE.

Diante desse verdadeiro circo de péssima comédia, não sei dizer qual grupo político sairá ganhador ou perdedor, quem tá certo ou errado, porém me arrisco em expressar concordar que as decisões dos juízes eleitorais são valorosas e tem tirado o vício de muita gente ao condenar a desaprovação de tais atitudes ilícitas, que para maioria dos brasileiros, significa falha ou defeito frente aos valores vigentes em uma sociedade moderna, que não aceita mais desmandos com o erário público. 

Elizeu Silva é jornalista em Mato Grosso

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