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Valdemir Roberto
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Segunda, 14 de janeiro de 2019, 20h14

E Mato Grosso continua na UTI

Há incontáveis casos de má gestão do Poder Público, independentemente da situação da economia. Mesmo quando tudo está sob controle, a incompetência administrativa de governos ou estatais costuma manter a população desassistida. E quase sempre é a mais pobre.

Gastar dinheiro público não é fácil, e nem deve ser. Submetidas a uma série de procedimentos e controles, com a louvável finalidade de evitar desvios e mau uso dos recursos públicos, a despesa pública é um ato complexo. Previsão legal no orçamento, licitações, empenho, cronogramas, liquidações, enfim, há um longo percurso até o desembolso.

Somente isto já mostra a necessidade de se ter uma Administração Pública preparada para operacionalizar o “gasto público” de forma rápida e eficiente, pois a liberação tardia do recurso pode até mesmo inviabilizar a finalidade para a qual seria destinado.

A má gestão é o de longe o que temos de pior. Só constatamos desvios, fraudes, falcatruas, enfim um verdadeiro caos foi instalado em vários setores da Administração Pública do Estado.

Segundo o especialista em economia “ninguém nasce corrupto, aprende-se a ser por falta de exemplo dos cuidadores“.

Assim sendo questionamos: em Mato Grosso (especificamente) só vai bem, quem é rei ou amigo do rei, inclusive alguns encarcerados?

Quando o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), diz que o Estado de Mato Grosso está um caos, caminhando para o abismo.

Aí nos perguntamos: o que leva os gestores a praticar, desvios, fraudes, enfim terem tanta sorte de administrar um estado rico e não propiciar ao seu povo uma gestão de qualidade.

Pois bem, se reviver é viver, então vamos aos últimos quatro anos que ocorreram na gestão do tucano José Pedro Taques, já que foi eleito como sendo o “paladino da moralidade“.

Aqui vamos relembrar vinte, sim disse somente vinte fatos de desvios e fraudes, que podem chegar à R$ 20 bilhões de reais:

– “Operação Remora“ – desvio de R$ 57 milhões na SEDUC.
– “Operação Berere“ – desvio de R$ 30 milhões no Detran.
– “Operação Grampolandia” – na Segurança Pública para chantagear adversários políticos.
– R$ 69 milhões de desvio na “Caravana da Transformação“.
– Perdão de R$ 645 milhões em dúvida da Petrobrás.
– Perdão de R$ 5 milhões em dívida da Unimed Cuiabá.
– Delação de Alan Malouf sobre Brustolin e outros secretários com R$ 50 mil/mês por fora e mensalinho de R$ 100 milhões por dentro para cada os deputados.
– Rombo de R$ 4 bilhões no caixa e desvio e apropriação de R$ 300 milhões dos municípios.
– Desvio e apropriação de R$ 315 milhões dos Poderes.
– Aumento de R$ 2 bilhões nos incentivos fiscais.
– Desvio de R$ 230 milhões do Fundeb
– Desvio de R$ 1,2 milhões no Fundo de Trabalho Escravo.
– Aumento da folha de pagamento, pela contratação de 10 mil pessoas de cargos políticos comissionados.
– Uso da Justiça para proteger seus amigos e secretários, conforme disse o cabo Gérson.
– Delação de Alan Malouf, tratando de 12 tipos de corrupção, entre as quais os R$ 10 milhões de caixa 2, administrado por Alan e Júlio Modesto.
– Licitação irregular de R$ 11 bilhões para transportes interestaduais.
– Desvio de R$ 58 milhões em pobres na Sinfra.
– R$ 300 milhões em vantagens cobradas de quem recebeu antecipado no decreto do Bom Pagador.
– Crédito de R$ 100 milhões para o Paulo Taques.
– Apropriação indébita de R$ 70 milhões descontado do salário dos servidores públicos, para pagar empréstimos e estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos.

É evidente que dinheiro também falta, e não é pouco. Por mais que se melhore a gestão, há muitos setores em que os recursos são escassos, e ainda que bem geridos, são insuficientes para atender a demanda para a qual foram criados.

Mas creio que esta quase “licença poética” se justifica para chamar a atenção àquele que é hoje o aspecto mais urgente e relevante na administração pública: aprimorar a qualidade do gasto público em todos os seus aspectos, tornando-o mais eficiente, com melhor relação custo-benefício, permitindo assim que os sempre e cada vez mais escassos recursos públicos sejam bem aproveitados.

É hora de se concentrar na despesa e não na receita, fazendo mais com menos.

Valdemir Roberto é jornalista em Mato Grosso e diretor do blogdovaldemir

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