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Antoine Saad
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Domingo, 20 de janeiro de 2019, 14h30

A inflação que salva. Quem?

Este título não soa bem nos nossos ouvidos, principalmente aos de idade mediana que se lembram da inflação alta.

Foi isto que aconteceu nos governos de Sarney, parte do Collor, Itamar e parte do FHC.

Lembro bem da inflação de dois dígitos, corroendo os salários ao ponto de serem corrigidos mensalmente para repor parte das perdas (isto foi para alguns setores).

Um poder de ganho que foi corrompido, salvando as contas do governo, foi os salários do funcionalismo público. O Estado tinha um incremento de receita em função da inflação onde o governo se salvava, com os custos congelados.

Isto aconteceu com os governos dos Estados também. Até quando FHC, com o Plano Real, desintegrou inflação e os Estados entraram na bancarrota, tendo que ir ao governo federal em busca de socorro e parcelando suas dívidas que assombram até hoje.

Quando Guedes, novo ministro da Fazenda foi entrevistado, ele citou os efeitos benéficos da inflação para as contas do governo federal, e Mato Grosso vai usar igualmente a estratégia. Congela tudo, enquanto isto a inflação incrementa a receita e corrói os custos de funcionalismo e aposentados do Estado. Se se considerar quatro anos, com certeza essa conta chega a 10%.

O final de tudo isto vai gerar um passivo trabalhista de grandes proporções. Não importa, não vai ser Mauro Mendes que vai pagar a conta!

Se fizer sem amparo nas leis atuais, ou criá-las, não tem escapatória.

O passivo do Estado será muito maior quando sair, - do que quando entrou.

Antoine Saad é empresário em Cuiabá. E-mail: fertipolcba@gmail.com
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