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Laura Oliveira Gonçalves
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Sábado, 15 de abril de 2017, 20h23

Atenção ao perigo do desafio da Baleia Azul

A sociedade moderna vive a rotina acelerada e totalmente dependente da tecnologia, porém esta mesma tecnologia que auxilia traz malefícios, o último descoberto é o Desafio da Baleia Azul (ou Blue Whale Challenge). O jogo com nuance macabras estimula os adolescentes ao suicídio, proporcionando uma onda de medo visto os impactos negativos.

O desafio começou na Rússia onde as autoridades somam mais de 150 casos, e chegou ao Brasil. No início do mês de abril acendeu-se a luz do alerta em nosso país com os primeiros casos, em Mato Grosso também paira a suspeita no caso de suicídio da menor em Vila Rica ocorrido no dia 11 de abril.

O jogo e a forma como o mesmo seduz os jovens chama atenção de médicos, psicólogos e de pais pelo mundo inteiro, mas como bloquear esta febre e conseguir protegê-los?

A resposta não é simples, mas se encontra, principalmente, na criação de elos com os jovens e assim fomentar afinidades, mudando e inserindo novos hábitos. O diálogo entre pais e filhos ainda é a melhor alternativa, assim como fazer parte da vida, conhecer a rotina e o núcleo de amigos.

As informações são divulgadas de forma acelerada, por isso vale a pena inserir os assuntos, ouvir o posicionamento do jovem. Esse hábito do diálogo deve ser inserido desde a mais tenra idade, para que se solidifique ao longo do tempo.

Caso identifique alguma atitude diferente, é importante que o pai ou responsável busque auxílio do psicólogo para uma análise profissional e assim formular um tratamento adequado.

O Brasil é o país mais depressivo da América Latina, e por isso a sociedade deve ter maior atenção a este novo desafio que quer sucumbir os jovens. A exemplo da França, precisamos dar início a uma forte campanha unindo forças entre movimentos sociais, sociedade, em parceria com a Educação e Saúde, colocando todos em atenção redobrada, para que os jovens se conscientizem que nenhum desafio merece ariscar o bem mais precioso de todos, a vida.

Se a “onda” é desafios, vamos nos desafiar com coisas positivas, que engrandeçam a alma e auxilie a vida ser melhor, que tal desafiar o grupo de amigos a visitar um lar com crianças carentes, ou de idosos? Ou unir forças e coletar donativos para distribuição a famílias carentes?

Podemos virar o jogo e ganhar uma vida, basta somente atenção e trabalho em equipe.

Dra. Laura Oliveira Gonçalves (CRP/MT 18/2109) ? Psicóloga atua na Abordagem Sistêmica (Terapeuta para casais, crianças, família, adolescentes), Especialista em Avaliação Psicológica e Especialista em Psicologia do Trânsito.
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