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Romildo Gonçalves
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Terça, 19 de fevereiro de 2019, 17h27

Qual a diferença da educação no campo?

Entender educação do campo no estado e no país é caracterizada como um espaço de precariedade por descasos, especialmente pela ausência de políticas públicas para as populações humanas que residem no meio rural brasileiro.

Entender a educação do campo para diminuir o analfabetismo no país esse é o primeiro passo para uma educação de verdade no país. Inúmeros referenciais bibliográficos, registra que até o início do século XX, o Brasil era um país predominante rural.

Dados do IBGE pontua que 90% das pessoas que vivem nas cidades tem sua origem no meio rural brasileiro, e que grande parcela dessa população que vivem nas periferias das grandes, médias e pequenas cidades brasileiras ainda não sabem ler e escrever.

Prova cabal de tal assertiva mostra que estamos umbilicalmente ligados a vida no campo, ou mais precisamente no meio rural. Assim ao focar essa realidade torna-se mais claro e evidente a luz do conhecimento, para que possamos entender, compreender e fortalecer a educação do campo no meio rural brasileiro.

Gestar políticas públicas, fomentar as boas práticas, orientar o manejo correto, produzir de maneira a preservar e sustentar a vida das pessoas que vivem no campo é dever pátrio do estado brasileiro, realidade contida na carta magna do país, especialmente no tocante a lei n. 9394/96, ou seja lei das diretrizes básicas da educação. Mas, isto é real, é realidade na prática educacional do país?

Mesmo com a falta de acesso a educação, ausência de estradas para acesso a sua propriedade ou até mesmo as comunidades, falta de atendimento adequado à saúde, ausência de assistência técnica apropriada para produção e escoamento de produtos gerado no campo, dentre outros indicadores de melhoria de qualidade de vida, o homem do campo não desiste.

Falta e muito ao poder púbico, em especial o poder executivo mirar essa gente que produz e quer desenvolver o país a qualquer custo, fazer o mínimo oferecendo-lhes aquilo que o estado brasileiro lhes garantem como direito inalienável a educação.

Dados coletado em 1900 pelo IBGE registra que, 75% da população humana brasileira era analfabeta e majoritariamente viviam no campo ou seja, no meio rural. Pergunta-se essa situação mudou, com relação ao analfabetismo no meio rural brasileiro?

Embora esses dados sejam reais, podem e devem ser questionados, uma vez que milhares de municípios brasileiros apresentam características predominantemente rurais, mais insistem em ser urbanos.

Embora o senso de 2010, mostra que a população do humana brasileira se concentram hoje no perímetro urbano dos municípios computando para efeitos estatísticos municípios periféricos, sem a mínima estrutura para sê-los.

Na maioria as escolas do campo continuam oferecendo educação tradicional sem focar um olhar diferenciado balizado em práticas didático-pedagógica reais visando o real interesse da comunidade escolar e extra escolar inserida nas cercanias da unidade gestora.

No entanto estejam onde estiver geograficamente localizadas as escolas do campo, em agrovilas, assentamentos rurais, pequenas cidades... a leitura pedagógica ainda se faz de maneira linear.

Para Jan Amos Komenský educador, e, pai da didática moderna, pontua que a didática é a parte da pedagogia que estuda e se preocupa com diferentes métodos e técnicas de ensino.

Focar esse viés em diferentes processos de ensino e aprendizagem destinados as boas práticas didático-pedagógica traduzindo-a na
arte de sensibilizar, ensinar, informar, orientar é o caminho. Será que os gestores brasileiros pensam assim?

Romildo Gonçalves é Biólogo é Mestre em Educação e Meio Ambiente, Perito ambiental em fogo florestal. romildogoncalves@hotmail.com
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