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Cidade
Terça, 16 de maio de 2017, 17h14

Oficina alinha processos e fluxo de atendimento a emergências em Saúde Pública


Técnicos da Vigilância em Saúde de Cuiabá estão participando desde ontem (15) até esta terça-feira (16) da Oficina de Fortalecimento das Capacidades de Vigilância e Respostas às Emergências em Saúde Pública. A oficina é uma iniciativa do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) nacional junto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tem como objetivo organizar as ações de vigilância e resposta às emergências , desde a detecção, notificação, monitoramento e resposta, de forma integrada entre os CIEVS e as Vigilâncias em Saúde.

A técnica do CIEVS de Cuiabá, Moema Couto Silva Blatt explicou que uma emergência em saúde pública é um evento com perfil epidemiológico diferente do habitual, ou desconhecido ou que pode se expandir para outras áreas nas esferas estadual, nacional ou mundial. Essa emergência é estabelecida com base em critérios definidos em portaria ministerial, após a avaliação do risco.

“Como exemplo, o caso mais recente é o da microcefalia. Emergências como essas envolvem a atuação de todas as vigilâncias e demais setores da saúde e, também outras instituições, dependendo da situação. A capacidade de resposta é a avaliação dos setores quanto à oportunidade (tempo para identificar e intervir), para que sejam tomadas as providencias interventivas”, contou ela.

Com a realização da oficina a expectativa é fortalecer a integração das vigilâncias e demais setores que possam estar envolvidos, para que essa emergência em saúde possa ser resolvida.

De acordo com Moema Blatt, Cuiabá já atuou num surto de toxoplasmose em 2011 e outro de epizootias (enfermidade contagiosa que ataca um número inusitado de animais ao mesmo tempo e na mesma região e que se propaga com rapidez) de macacos logo depois. Também atuou em eventos de massa como a Copa do Mundo de Futebol e outros, e em todos esses casos, obedece a um protocolo que é alinhado ao CIEVS Estadual.

Oficina

Nesta oficina em Cuiabá, técnicos das Vigilâncias em Saúde – Sanitária, de Doenças e Agravos e de Zoonoses -, estão trabalhando em uma matriz onde todos os CIEVS, estadual, municipais e federal, e a Organização Mundial de Saúde, terão um padrão de trabalho único em relação aos processos, fluxos, instrumentos, ferramentas e prazos.

“Com isso a rede CIEVS, que trabalha com as emergências em saúde pública, irá atuar de forma alinhada, dentro de um mesmo padrão, falando a mesma linguagem”, salientou Moema Blatt.

Participam da oficina técnicos do CIEVS de Brasília, da Anvisa, e dos setores de emergência de vigilância sanitária e investigações epidemiológicas de campo em situações mais complexas, e do EpiSUS - Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde.

“A oficina tem uma importância fundamental porque dá visibilidade aos CIEVS, que são estruturas dento da Vigilância em Saúde, que agregam as informações e orientam as tomadas de decisão nas situações que podem vir ou que já foram declaradas como emergência de saúde pública”, ressaltou Moema Blatt.

 


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