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Cuiabá&VG
Sexta, 25 de maio de 2018, 17h35

Vereador faz projeto de lei para beneficiar militares vitimados em combate


O vereador Sargento Vidal (PMN), na Sessão Ordinária realizada nesta manhã (24/05), no Plenário da Câmara de Cuiabá, discorreu sobre Projeto de Lei elaborado com a finalidade de vir a suprir lacuna no atendimento ao militar vitimado em acidente no exercício da função.

Vidal afirmou que entregou o projeto em mãos, nesta manhã, ao Deputado Estadual Marcrean Santos (PRTB), para que fosse incluído na pauta de votação da Assembleia Legislativa ainda hoje.

O projeto visa criar uma lei que obrigue o estado a disponibilizar tratamento hospitalar ao militar – policial, bombeiro e agente carcerário – que tenha sido vítima de acidente, seja com ferimento à bala, no trânsito ou outro meio.

Segundo o vereador, hoje é comum familiares de militares utilizarem as redes sociais e se socorrem de amigos para conseguir dinheiro para custear o tratamento de “guerreiros” necessitados de tratamento, por terem sido vítimas de acidente de trabalho.

“De todas as profissões, a militar é que mais se expõe ao risco. Porque está inserida entre o caos e a paz social. Por isso entendemos que o militar deve ser priorizado, nesses momentos críticos”, sustentou o parlamentar.

Vidal disse que está aposentado depois de uma carreira de 30 anos, 25 dos quais nas ruas. “Nunca trabalhei na área administrativa. Já fui ferido em combate e só estou vivo porque tinha plano de saúde e fui atendido em hospital particular. Mas 90% dos profissionais de segurança pública não têm”.

Em aparte o vereador Delegado Veloso (PV), também profissional da segurança por 30 anos, parabenizou o colega pela iniciativa e lembrou que “já vendeu rifas, participou de ‘vaquinhas’ para ajudar companheiros feridos em combate a viver. Foram muitas vezes nesses 30 anos”.

O projeto, depois de se tornar lei, deve atender em torno de 20 mil policiais mato-grossensses. “Se não tiver UTI na cidade, que o estado banque a transferência e o tratamento onde tiver mais perto. Se for o caso até fora do estado. Um certo tempo sem UTI pode incapacitar o policial e gerar sequela capaz de interromper a vida normal de um pai de família, de um profissional”, encerrou Vidal.

 


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