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Cidade
Quinta, 11 de outubro de 2018, 14h47

Prefeitura reforça interface cultural e econômica da gastronomia no Pantanal Cozinha Brasil


Davi Valle
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A interface estabelecida entre cultura e gastronomia deu tom ao discurso do secretário adjunto de Cultura, Esporte e Turismo, Justino Astrevo, durante a abertura do Pantanal Cozinha Brasil, na noite de quarta-feira (9). O evento se estendeu até quinta-feira (10), sob o tema “O que estamos comendo? De volta às origens”, conta com oficinas práticas, palestras, jantares, feira de produtos e degustação.

Nomes importantes do setor, como os chefs de cozinha André Mifano, Carol Manhozo e Wal Untar integram a programação compartilhando conhecimento com os inscritos.

Boa parte das atividades é gratuita, como as oficinas práticas infantis, Fun Food Park (praça de alimentação com food trucks e bikes), e o Empório do Produtor, organizado pelo Sebrae junto a pequenos produtores de orgânicos e produtos artesanais.

Representando o titular da Pasta, Francisco Vuolo, Justino destacou que Mato Grosso tem uma gastronomia forte e rica e deve ser usada como um ativo turístico. “A gastronomia tem essa liga estreita com o turismo, com a cultura e, consequentemente, com o desenvolvimento econômico, uma vez que se apresenta como atividade geradora de emprego e renda”, disse.

Neste contexto, ele reforça a importância da participação da Prefeitura de Cuiabá no encontro, o que soma aos esforços da gestão para a consolidação de Cuiabá como um destino turístico. Para reforçar tais ações, a administração montou um estande no Centro de Eventos, onde promove a degustação de pratos feitos a partir da mandioca, alimento escolhido como tema para esta edição.

O vice-reitor da Universidade de Várzea Grande (Univag), Flávio Foguel, disse ser de muito valor para a instituição atuar como correalizadora de um evento que divulga a gastronomia que é um bem imaterial e precisa ser valorizado. Lembrou que o curso de gastronomia da instituição recebeu nota máxima do MEC (Ministério da Educação). “O Pantanal Cozinha Brasil ajuda a promover e a divulgar a gastronomia e a cultura”.

Para o idealizador e organizador do evento, professor João Carlos Caldeira, o evento se consolida no calendário mato-grossense e já está no radar de chefs renomados. “Nesta terceira edição, teremos oficinas com profissionais vindos de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Goiás, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A expectativa é envolver cerca de 700 pessoas por dia, nos locais do evento, e promover um ambiente favorável para troca de conhecimento, geração de oportunidades de negócios e aproximação entre chefs nacionais e os destaques mato-grossenses”.

 

Desenvolvimento econômico

A experiência gastronômica é cada vez mais emocional e, para se tornar relevante na hora da escolha do cliente, os estabelecimentos precisam equilibrar a atração pelo olfato, paladar, visão, hospitalidade, praticidade e bom atendimento. Diante de consumidores exigentes, a inovação e a gestão sustentável entraram para o cardápio como prato principal das empresas.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), o setor de Food Service, que engloba todo o serviço de alimentação que é preparado fora do lar, vem apresentando um cenário positivo com um crescimento de 246.2% nos últimos 10 anos, e as vendas da indústria para esse mercado têm crescido, em média, 13,2% ao ano. E já representa um gasto significativo nos orçamentos familiares. A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que há 10 anos pelo menos 1/4 das refeições no Brasil já eram consumidas fora do lar. De acordo com dados do Departamento de Economia da ABIA, em 2004 o consumidor gastava com alimentação fora de casa o equivalente a 25,4% do seu orçamento total. Em 2010, esse custo subiu para 31,2% e em 2017 para 34,5%.

O potencial de consumo em Mato Grosso é estimado em R$ 63 milhões, conforme o Índice de Potencial de Consumo, levantado pelo IPC Marketing, sendo os gastos com alimentação fora de casa o 6º no ranking dos tipos de despesa.

 


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