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Quinta, 11 de outubro de 2018, 15h06

Curta metragem ?Diga ao meu pai que estou bem? é exibido durante II Encontro sobre Dislexia


Jorge Pinho
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Mais de 200 professores das salas multifuncionais e de apoio, da rede pública municipal de Educação participaram nesta quarta-feira (10), no Hotel Fazenda Mato grosso, do II Encontro da Rede Municipal de Educação de Cuiabá sobre a Dislexia. O evento, realizado em parceria com a Associação Mato-grossense de Dislexia, teve como objetivo, promover uma reflexão sobre o transtorno de aprendizagem, de forma articulada à prática docente na sala de aula e ao cotidiano escolar.

A exibição do curta metragem ‘Diga a meu pai que estou bem’, da roteirista e produtora Bruna Fracascio, marcou o evento. O filme conta a história de uma menina de 9 anos, disléxica, que deixa sua casa por acreditar que seja um peso na vida do pai. Após a exibição do filme, a produtora falou sobre sua experiência e disse que muito do que o filme mostra, retrata suas próprias dificuldades. “Hoje entendo meu pai”, disse ela emocionando os participantes.

“A ideia de fazer o curta surgiu da vontade de representar e me sentir representada como ser humano, num ambiente que muitas vezes é hostil. O filme trata sobre os sintomas da dislexia, as dificuldades dessa criança e de seus pais, sempre com muita leveza, para que as pessoas possam entender o que se passa na cabeça dessas crianças e de seus pais e para que as outras crianças possam entender e ter empatia pelos colegas nas escolas”, explicou Bruna Fracascio.

O curta metragem está atualmente em exibição nos circuitos de festivais no Brasil e também no exterior, como em Portugal, e já recebeu várias indicações a prêmios. A intenção de Bruna é levá-lo para as escolas e outros espaços, a fim de expandir a discussão em torno do tema.

 

Mesa redonda

O encontro abordou também a disgrafia e o discauculismo, numa mesa redonda que reuniu a psicóloga, psicopedagoga e neuropsicóloga, membro da equipe multidisciplinar da Associação Brasileira de Dislexia, Áurea Maria Vale Gonçalves e a fonoaudióloga, especialista em Motricidade Orofacial e Aprimoramento em Linguagem pelo Instituto de Estudos Avançados da Audição Momensohn Santos, mestre em Distúrbios da Comunicação Humana pela UNESP - Marília, Priscila Biaggi Alves de Alencar.

A disgrafia é uma alteração da escrita normalmente ligada a problemas perceptivo-motores. Por definição, é o transtorno da escrita, de origem funcional, que surge nas crianças com adequado desenvolvimento emocional e afetivo, quando não existem problemas de lesão cerebral, alterações sensoriais ou história de ensino deficiente do grafismo da escrita.

Já a discauculia é definida como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números.

 

Investimento na formação

A diretora de Educação da Secretaria Municipal de Educação, Zileide Lucinda dos Santos, acompanhou a abertura do evento e disse que no primeiro encontro, realizado em agosto, a ideia foi abordar o tema de forma mais teórica. “Neste segundo encontro, o foco foi o fortalecimento da prática pedagógica e a orientação aos profissionais no sentido de como fazer, como atuar na unidade, como receber essa criança e acompanhá-la, visando o seu desenvolvimento integral”, disse ela.

Para Gabriele Andrade, uma das diretoras da Associação Mato-grossense de Dislexia, uma das fases mais importantes na formação das crianças com dificuldade de aprendizagem é a alfabetização. “Se essa criança apresenta sinais que demonstram suas dificuldades deve ser considerada uma criança de risco. Uma vez identificada tem que ser acompanhada de forma pedagógica, por meio de trabalhos específicos. Se isso acontecer, essa criança conseguirá se desenvolver e acompanhar o resto da turma. Daí a importância da formação dos profissionais para que possam estar capacitados para identificar essas situações”, destacou ela.

A Associação Mato-grossense de Dislexia reúne 85 pais e mães associados. Segundo a associação brasileira, a dislexia é uma condição humana e existe uma prevalência de 10% em relação à população, ou seja, em Mato Grosso esse número pode chegar a 300 mil pessoas. Em relação à população escolar da rede pública municipal de Educação de Cuiabá, 10% das crianças podem ser disléxicas. “O professor é a porta de entrada para identificarmos essas dificuldades e agirmos para que elas possam se tornar adultos plenos, nos campos pessoal e profissional”, salientou Gabriele Andrade.

O diretor geral de gestão Educacional da SME, Luiz Batista Jorge lembrou que o encontro é mais uma etapa na proposta da gestão, para a formação continuada dos profissionais da rede municipal de Ensino. “Existe uma necessidade de promovermos constantemente essas iniciativas, com o objetivo de trazermos novas propostas, e qualificarmos os nossos profissionais. A gestão Emanuel Pinheiro se propôs a fazer uma administração inclusiva e humanizada. Na área da Educação é necessário que estejamos sempre conversando e qualificando nossos profissionais, principalmente em temas específicos para que possamos ter um ensino de qualidade nas unidades educacionais”, disse ele.

O secretário de Educação de Cuiabá Alex Vieira Passos destacou a importância e o papel das parcerias na formação continuada dos profissionais, tornando-os cada vez mais preparados para atender os alunos matriculadas na rede, em sua integralidade. “A gestão tem investido na formação continuada dos profissionais da Educação, sempre na perspectiva da melhoria dos serviços ofertados nas unidades de ensino. Nosso trabalho tem como objetivo garantir a melhor formação possível aos nossos alunos e um dos instrumentos para isso é investir nos profissionais da rede por meio de programas e projetos como o da Inteligência Emocional e outros que estão em execução. A gestão Emanuel Pinheiro reafirma assim a prioridade da sua gestão: a Educação”, destacou.


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