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Cuiabá&VG
Domingo, 30 de dezembro de 2018, 15h32

Erro grave em marketing da prefeitura motiva Emanuel proibir fogos 'barulhentos'


 

 

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Alberto Romeu
Da Editoria


“Mais uma notícia boa para nossa gente e nossos melhores amigos. Assinei um decreto que substitui fogos de artifício por fogos de vistas, enaltecendo o visual e não assuntando nossos idosos, crianças, autistas e animais” consta texto hoje (30) na postagem do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, em sua página no Facebook abaixo do vídeo onde dá detalhes da decisão. Ontem, o PlantãoNews observou que na peça publicitária da prefeitura anunciando o reveillon na Orla do bairro do Porto vinha a afirmação: "É hora de comemorar o reveillon; solte os fogos e assuste os cachorros. É nois!" e na seguência anunciando atrações regionais e nacionais, como Gino e Geno, Sambo e Michel Teló. (#ginoegeno #sambo #micheltelo #paralamasdosucesso)
 

Sargento Vidal: indignação

A reportagem levou o fato a conhecimento do sargento Vidal, que desenvolve ações de proteção e assistência aos animais. De pronto, indignado afirmou: “[ser] 'muito mal... muito mal mesmo, a prefeitura de Cuiabá não foi feliz nessa propaganda, não é isso que defendemos" respondeu ao PlantãoNews e em seguida repassou para vários grupos em redes sociais. (veja matéria: Pelo Reveillon, prefeitura de Cuiabá incentiva 'agressão' a cachorros ) 


Em sua fala, o prefeito Emanuel Pinheiro complementa que “a nossa Gestão humanizada tem compromisso com a nossa gente e com a causa animal. Para tanto baixei um decreto proibindo os fogos de artifício – que fazem uma barulheira sem fim, trocando por os chamados fogos de vista – diminuindo o barulho e priorizando o visual”, afirmou o prefeito.

De acordo com o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo, levando em consideração que o espetáculo é visual e pode ser obtido com o uso de artefatos pirotécnicos sem estampido, também conhecidos como fogos de vista, o documento proíbe a utilização de fogos e artefatos pirotécnicos que causem poluição sonora acima de 65 decibéis. A norma estende-se a todas áreas públicas do município, em recintos fechados e ambientes abertos. A fiscalização do cumprimento do decreto ficará a cargo da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP).






Abaixo o marketing agressivo da prefeitura:  "Solte os fogos e assuste os cachorros. É nois!"
 

  

O prefeito, na mensagem afirmou: “Estou atendendo um segmento muito forte sociedade em saúde pública, que preserva e respeita os idosos, os autistas, as crianças, bem como os animais de uma forma geral, especialmente cães e gatos que as vezes s auto-mutilam. E vou exigir já na solenidade da passagem de ano na Orla do Porto – pela Cuiabá 300 anos, não a fogos de artifícios e sim fotos de vista, com estampidos mínimos para não prejudicar nossos idosos, nossas crianças, nossos autistas e também para zelar por nossos animais principalmente cães e gatos”, finalizou o prefeito Emanuel Pinheiro #boraprafrente #cuiaba #cuiaba300anos”.

Euforia mas consequências -

O problema dos fogos de artifícios afetam ainda as regiões onde existem hospitais, como o Amecor e Femina ambos no bairro Lixeira, região central da cidade. Próximo dalí dois restaurantes promovem eventos, o Tucanos e o Deck Avenida – este por exemplo, já chama clientes para tradicional e melhor Reveillon de Cuiabá e destaca para a queima de fogos o que ocorre todos os anos.

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O PlantãoNews manteve contato com o Deck. Por telefone, o proprietário Dulcídio Regino – que está em viagem – disse até então não saber da medida. Lamentou ter sido tão abrupta devido o investimento de R$ 4 mil em fogos (morteiros, baterias e as salvas no encerramento). Foi informado sobre reclames de pacientes dos hospitais Amecor e Femina. Afirmou que vai tomar ciência da medida mas de pronto reafirmou ser da política de boa vizinhança e vai considerar, pela ordem, a questão dos hospitais lamentando o não planejamento por parte da prefeitura.

Confessou que não é favorável aos fogos com barulho. “Há toda uma norma. Funcionários com extintores, riscos de toda ordem. Na verdade, dou graças a Deus se todos seguirem a regra, pois só faço porque outras fazem, meu vizinho faz (certamente porque também faço). Vai ser bom”, concluiu, reforçando o prejuízo com os investimentos.
O PlantãoNews ligou para o restaurante Tucanos, mas a ligação não foi atendida.


Campo Grande na luta e Lei Nacional

Durante a queima de fogos nas vésperas do Natal no último dia 25 de dezembro, vários animais fugiram desesperados de suas residências e acabaram recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), na Avenida Filinto Muller, região do Piratininga em Campo Grande (MS), informa o jornal Correio do Estado.

Os barulhos dos fogos assustam os animais, pois o estampido durante a queima causa pânico nos cachorros e gatos, pela sensibilidade de seus tímpanos e, na na tentativa de solucionar o problema, um projeto de iniciativa popular poderá proibir o uso de rojões, bombas, morteiros e fogos de artifício usados em muitas comemorações. A proposta já conta com o apoio de mais de 53 mil internautas e está aberta a receber novas adesões até abril de 2019. A justificativa é que, além de incomodar os seres humanos, o barulho dos explosivos é prejudicial à saúde dos animais.

Por outro lado, o Senado Federal discute dois projetos de lei sobre proteção dos animais que estão sendo relatados pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). O PLS 650/2015 cria o Sistema Nacional de Proteção e Defesa do Bem-Estar dos Animais (Sinapra).
Já o PLS 677/2015 propõe a adoção do Estatuto dos Animais. Flexa Ribeiro disse que o Senado está aberto a novas sugestões. Para apoiar uma ideia legislativa basta se cadastrar no portal e-cidadania em: www.senado.leg.br/ecidadania.

Silenciosos
A proposta já segue em tramitação no Senado. O texto diz que fica proibido em todo o território nacional o uso de fogos de artifício que causem poluição sonora, prevendo a punição com multa e detenção para quem descumprir a regra.
Na justificativa, um dos autores da proposta, deputado Ricardo Izar (PP/SP) alega que a queima de fogos “causa traumas irreversíveis aos animais. Especialmente aqueles dotados de sensibilidade auditiva”. O parlamentar explica citando dezenas de mortes de cães por enforcamentos ou fugas desesperadas. “Os gatos sofrem severas alterações cardíacas com as explosões e os pássaros têm a saúde muito afetada”, apontou.


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