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Cuiabá&VG
Quinta, 28 de fevereiro de 2019, 17h25

Professores de creche querem ser reconhecidos


A comissão deixou claro que essa reivindicação é simpática ao prefeito Emanuel Pinheiro. "Ele (Emanuel) é simpatizante. Nos deixou à vontade para mobilizar apoio junto aos vereadores. Não é contra o avanço da educação. A gestão atual é humanizada. É exatamente o que fazemos no desempenho das funções cotidianas nas creches: humanização. O professor de educação infantil precisa ter esse olhar humanizado. E a gestão de Emanuel nos possibilita tudo isso..."

O vereador Dr. Xavier recebeu hoje (28) membros da Comissão da Educação Infantil do município, que solicitaram apoio do parlamentar para a mudança da nomenclatura para o cargo de professor. "É o que desenvolvemos, na prática. Na atualidade, constamos como Técnicos de Desenvolvimento Infantil. Já fomos ADI – Auxiliar de Desenvolvimento Infantil. Mas é preciso mudar isso. Afinal, assumimos concurso na área de magistério: somos pedagogas, temos pós-graduação, e estamos pleiteando mestrado. Não é justo então continuar inseridos na condição de "técnicos", afirmou a professora Rosileni Soares.

Soares salientou que a Constituição de 88 estabelece que o professor de educação infantil precisa ter formação explícita de magistério. "O município faz acordos enquanto está se organizando. Não é algo permanente. Tanto que nós ganhamos como professor. O nosso ajuste salarial está coerente. O único diferencial é continuar catalogado como TDI. Para trabalhar com creches, é exigido nível de formação. Atuamos, portanto, dentro da lei, de acordo com tudo que compete a um professor desempenhar e atender. Infelizmente, no Dia do Professor sequer somos lembrados. Também não temos carteirinha".

Conforme Rosleni, a Lei Orgânica do município delibera ainda que os educadores infantis podem fazer cursos, mestrados, etc. "O único diferencial é que não alteraram a nomenclatura vigente (TDI), sob o argumento de que terá impacto financeiro. Não terá, pois já recebemos o mesmo patamar concedido aos demais professores. O clamor coletivo é para sermos reconhecidos pelo estudo adquirido e a dedicação educadora empenhada no exercício das funções com a ala infantil".

Dr. Xavier: "Vamos aprofundar os estudos sobre essa pauta"

Por meio do apoio do Legislativo, Rosileni acredita ser possível alcançar os 13 votos mínimos para que a mudança proposta de nomenclatura seja oficializada. "Dispomos de todas as qualificações inerentes ao que rege a LDB – Lei de Diretrizes Básicas da Educação (número 9.394-96). Lá está implícito o que compete ao professor da educação infantil: "(...) o cuidar e o educar”. É que fazemos. Somos a mina dos olhos do município, da educação infantil. Se hoje a educação do município é admirada, é graças à nossa militância nas creches. Realizamos um trabalho diferenciado".

Segundo a educadora, já o Sintep - Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública em MT -é contra essa mudança de nomenclatura, ainda que, nos quadros de associados do sindicato, eles (TDI) constem como professores. "Não somos apoiados pelo Sintep. Constamos ali apenas como números, pois essa entidade não nos representa. Para o Sintep, somos professores filiados. Tampouco podemos abrir um sindicato, pois é inconstitucional, visto sermos professores. Prevalece, assim, total disparidade: a Prefeitura reconhece nossa função, conforme contempla a lei: fazemos planejamento, capacitações, por aí... O prefeito está deixando que a gente decida. Resta agora que os vereadores estudem essa pauta para deliberar a nosso favor. É uma esperança vívida..."
 


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