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Cuiabá&VG
Segunda, 27 de maio de 2019, 14h02

Caminhada pela adoção leva esclarecimentos sobre o tema


“Chamou muita atenção aqui no parque, mesmo de quem quer se aprofundar no tema e fica receoso em ir atrás dos procedimentos para adoção. É uma oportunidade“, disse a médica Mara Coutinho que caminhava pelo Parque das Águas em Cuiabá na tarde do último sábado (25/5), Dia Nacional da Adoção. Na oportunidade uma grande caminhada fechou a programação do mês da adoção em Mato Grosso. Centenas de pessoas com camisetas com mensagens alusivas à adoção despertaram a atenção. “É um assunto que precisa ser debatido, são muitas dores, mitos e preconceitos que envolvem o tema. A parceria com as instituições, em especial com o Poder Judiciário dá sustentação. É por meio dele que as famílias se formam. Esta é a décima primeira caminhada. O evento une famílias adotivas e pretendentes, apoiadores, autoridades e quanto mais pessoas compreenderem a adoção, menos crianças teremos com a necessidade de arrumarmos uma família”. Disse a presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) Lindacir Rocha Bernardon.

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O juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça, Túlio Duailibi Alves Souza e coordenador da Comissão de Infância e Juventude (CIJ) alertou para os números. Atualmente são 948 pretendentes habilitados para adoção; 569 crianças e adolescentes acolhidos; 75 crianças e adolescentes disponíveis para adoção e 81 unidades de acolhimento em 65 Comarcas de Mato Grosso. Segundo dados da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) da Corregedoria-Geral da Justiça do TJMT, em dois anos, 369 crianças e adolescentes saíram das instituições de acolhimento em Mato Grosso para serem reintegrados às famílias de origem (mãe e/ou pai biológico), morar com parentes (famílias extensas) ou foram adotadas (famílias substitutas). Sinal de que o trabalho de divulgação está dando certo. 

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“Existe um grupo que não é preferência. São grupos de irmãos, crianças com mais de 5, 6 anos de idade, crianças portadoras de necessidades especiais. Isto revela a necessidade de políticas de visibilidade para esta causa. Políticas de incentivo à sociedade para que ela participe mais desse processo tão complexo, que é a adoção. Os eventos devem ocorrer fora das nossas portas. A sociedade deve nos ver e constatar a sensibilidade de alguns temas e a caminhada é uma ótima oportunidade para isto”, pontuou o juiz.

Quem participou da caminhada e não escolheu a criança a ser adotada foi o casal Jucimari e Marcelo Vidrago. Eles estão grávidos do coração. “Estamos esperançosos que venha logo, ainda mais que esta semana recebemos o certificado de habilitados à adoção. Cada dia mais sonho com nosso filho. Um filho muito esperado e que será muito amado. Não escolhemos cor, nada, só quero dar esse amor a ele ou ela”, disse Jucimari.

Bruna de Souza Alves de 14 anos que o diga. Ela está há um ano com seus pais adotivos. É o exemplo de que a adoção tardia, um dos temas mais difíceis dentro da adoção, pode ser superado com muito amor. “Amo minha família. Foi uma oportunidade muito grande que Deus me deu. Acho que meu caso vai estimular outras pessoas a fazerem o mesmo”, disse a garota. “Quando eu a vi, já senti que seria minha filha. Eu a chamei de princesa e ela disse que não era, pois não tinha castelo, nem casa pra morar. Foi o momento em que eu soube que ela era nossa filha. Nós nos abraçamos e sentimos todo este bom sentimento. Fico nervosa ainda, mas adoção tardia mostra que o amor é muito maior que as dificuldades e é este amor que nos fortalece cada dia mais”, disse a empresária Vanúbia de Souza Alves. “Foi um desafio e a Bruna a cada dia que passa nos surpreende. É muito bom. É o amor de Deus, um amor incondicional. A adoção foi uma opção nossa“, concluiu o pai da Bruna, o professor Thomas Magno Souza da Silva.

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“Cada família enfrenta uma dificuldade sobre determinado aspecto na Adoção. Mas em geral é um tema apaixonante e importantíssimo que necessita de esclarecimentos. Esse movimento grande com muitas pessoas aqui no parque só pôde ser realizado com apoio de todos. Quanto mais mobilizarmos, mais esclarecimento geramos à sociedade. Por isso agradecemos a todas entidades e grupos que participaram”, lembrou a juíza auxiliar da CGJ, Edleusa Zorgetti. Roberta de Arruda Duarte membro da Comissão da Infância e Juventude da OAB/MT também defendeu a parceria. “A unidade entre as instituições propicia o esclarecimento sobre a temática. A visibilidade é que fará com que a sociedade conheça a causa e saiba que temos crianças para a adoção”, disse. “O escotismos é um movimento social feito para os jovens. Devemos pensar nessas gerações futuras também. É um trabalho de conscientização. Fomos convidados a conhecer e compartilhar esta causa tão importante e por isso estamos aqui. Adotar é um ato de amor, disse a presidente do Grupo de Escoteiros Philippe Landes, Dayane Fátima Barbosa Couto Abalem Leite. 


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