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Economia
Segunda, 15 de maio de 2017, 10h56

Agronegócio fomenta setor imobiliário no interior de MT


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Os últimos três anos foram de grandes desafios para os empreendedores do mercado imobiliário. A crise econômica gerou problemas como encarecimento do custo de produção, juros e inflação altos, além de ter tornado o crédito mais caro para os consumidores. Por outro lado, o interior não parece sentir os efeitos da crise econômica tão forte quanto a capital.

Em Alta Floresta (a 796 km de Cuiabá), por exemplo, um condomínio fechado com conceito de resort residencial revolucionou o mercado regional, atingindo expressivos números de vendas neste período não tão favorável da economia, muito graças ao poderio do agronegócio na região.

Com investimento de R$ 35 milhões, o Hamoa Resort Residencial começou a ser construído em 2014. Ao longo de três anos de construção foram gerados 200 empregos diretos terceirizados e na operação pós-inauguração serão em torno de 60 vagas diretas entre funcionários do condomínio, do restaurante e de outros serviços oferecidos no conceito resort.

O gestor de Marketing e Mercado da JMD Empreendimentos, empreendedora do Hamoa em sociedade com a Família Arpini, Paulo Paroli, explica que em 2013 o momento econômico era outro, mas mesmo com a crise econômica surgindo ao final de 2014, o empreendimento seguiu de forma estruturada e planejada.

 

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"A região Norte de Mato Grosso tem uma forte presença do agronegócio, e isso fez com que a crise econômica fosse sentida de forma muito inferior se comparada com outras regiões do país, onde a predominância é de indústrias ou de outros setores econômicos, que não seja o agronegócio", explica Paroli.

Valorizando o mercado local, a maior parte dos materiais e produtos utilizados na edificação do condomínio de alto padrão foi adquirida em fornecedores da região. "Esta predileção por fornecedores locais também se deu em razão da alta qualidade dos produtos oferecidos. A região Norte do Estado vive um notório momento de crescimento e de oferta de marcas e produtos de alta qualidade", ressalta Paroli.

Agronegócio – A pujança do agronegócio se manifesta na evolução que a agricultura e pecuária têm na região. O norte mato-grossense é onde está concentrado o maior rebanho bovino do Estado, com 5,37 milhões de cabeças ou 17,78% do total de 30,21 milhões, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A mesma região Norte, onde está Alta Floresta, teve uma evolução de 550,9% na produção de milho nos últimos cinco anos, passando de 136,816 mil toneladas na safra 2011/2012 para 890,553 mil toneladas no atual ciclo produtivo 2016/2017.

 

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Enquanto isso, a soja avançou 88,72% na região entre a temporada 2013/2014, quando foram produzidos 489,005 mil toneladas para 922,870 mil toneladas na safra 2017/2018 (próximo ciclo produtivo).

"Toda essa expansão do agronegócio nos últimos anos fez com que diversas marcas – franquias – chegassem a Alta Floresta, que conta hoje com mais de 50 mil habitantes, conforme estima o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando realizamos o estudo de viabilidade do empreendimento, vimos que a cidade, por ser um pólo econômico, seria ideal para propagarmos o nosso conceito de resort residencial", enfatiza Paulo Paroli.

Empreendimento – O Hamoa Resort Residencial é o primeiro condomínio fechado horizontal de grande porte em Alta Floresta e um dos mais completos do Brasil. São 558 lotes distribuídos em uma área total de aproximadamente 55 hectares, com um espaço completo com lazer, parque aquático, restaurante, playground, espaço bem estar, academia, studio de pilates e quadras esportivas. A JMD Empreendimentos, uma das sócias do projeto ao lado da Família Arpini, já possui em seu portfólio outros cinco produtos na cidade de Sinop, sendo um deles, o Carpe Diem, em operação com o mesmo conceito de resort residencial que está sendo entregue no Hamoa.

O resort residencial será inaugurado no próximo dia 19 de maio. 


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