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Economia
Domingo, 10 de junho de 2018, 17h31

Procura aumenta, mas qualidade cai, pressiona valores e dificulta exportação


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Com o fim da greve dos caminhoneiros, o mercado citrícola retomou o ritmo nos últimos dias. Segundo colaboradores do Cepea, a demanda está firme nas roças nesta semana, devido à necessidade de abastecimento por parte de compradores, que não tinham fruta em estoque.

No entanto, produtores escoaram as laranjas que já estavam mais maduras, a fim de evitar perdas de qualidade, caso as vendas se desacelerassem. Assim, na parcial da semana (de segunda a quinta-feira), o preço da laranja pera teve média de R$ 25,48/cx de 40,8 kg, na árvore, recuo de 5,4% em relação à do período anterior.

Dentre os reflexos da paralisação, as maiores perdas foram registradas para a tangerina poncã e para a lima ácida tahiti – seja por terem ficado nos caminhões parados nas estradas ou estocadas em packing houses. No caso da tahiti, as exportações ainda estão em menor ritmo, em decorrência da necessidade de regularização dos envios junto aos portos. A perda de qualidade das frutas, que ficaram estocadas durante os protestos, também tem dificultado os embarques.


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