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Economia
Quarta, 08 de maio de 2019, 15h56

Indicador Antecedente de Emprego recua e atinge menor nível desde outubro de 2018


.FGV

 O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) recuou 1,0 ponto em abril, para 92,5 pontos, o menor nível desde outubro de 2018. Após a terceira queda consecutiva, o indicador acumula perda de 8,6 pontos. Em médias móveis trimestrais o indicador caiu 2,9 pontos, para 95,1 pontos.

“Os primeiros resultados do segundo trimestre sugerem que os empresários continuam calibrando suas expectativas sobre a evolução do mercado de trabalho para os próximos meses. O desapontamento com o ritmo da atividade econômica em 2019 e o nível ainda elevado de incerteza no país, contribuem para o retorno do índice ao patamar semelhante ao observado no final do período eleitoral do último ano”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 0,7 ponto em abril, para 94,8 pontos, retornando ao nível de janeiro de 2019. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Em médias móveis trimestrais o indicador subiu 0,1 ponto, para 93,7 pontos, revertendo a tendência de queda dos três meses anteriores.

“A segunda alta consecutiva do ICD mostra que o indicador continua encontrando resistência em se afastar do patamar de 95 pontos. Mesmo considerando que as duas altas recentes ainda não foram suficientes para devolver as quedas ocorridas após o encerramento das eleições, o nível historicamente alto que o indicador se encontra ainda sugere que a recuperação do mercado de trabalho continua lenta”, continua Rodolpho Tobler.

Seis dos sete componentes do IAEmp registraram variação negativa entre março e abril. O indicador que mais contribuiu para a queda do IAEmp foi o indicador que retrata a perspectiva da situação corrente dos negócios do setor de Serviços, com variação negativa de 3,6 pontos na margem. No mesmo período, o Indicador de Emprego (invertido) dos consumidores que se encontram entre a faixa de renda familiar de R$ 2.100.00 e R$ 4.800.00 foram os que mais contribuíram para o aumento do ICD, ao variar 3,5 pontos.


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