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Economia
Sexta, 17 de dezembro de 2010, 09h19

Cidades-sede da Copa ganham mais dois anos para pedirem empréstimos ao BNDES


As cidades-sede da Copa de 2014 ganharam mais dois anos a fim de pedirem financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras em estádios e de melhoria do transporte urbano. O prazo para a contratação das linhas de crédito, que acabaria no próximo dia 31, foi adiado para 31 de dezembro de 2012.

Criadas no fim de 2009, as duas linhas de crédito têm orçamento de R$ 14,8 bilhões. Para a linha de financiamentos para estádios, os recursos somam R$ 4,8 bilhões (R$ 400 milhões por estádio). Para as obras de transporte urbano, o orçamento soma R$ 8 bilhões.

De acordo com o Tesouro Nacional, até agora apenas Cuiabá contratou empréstimo do BNDES para reformar o estádio da cidade para a Copa do Mundo. Em relação à linha de mobilidade urbana, sete das 12 sedes já pegaram dinheiro emprestado.

Segundo Mário Gouveia, assessor econômico do Tesouro Nacional, o adiamento do prazo ocorreu porque as prefeituras e os governos estaduais precisam ter flexibilidade para executarem os projetos. “Cada projeto tem uma engenharia financeira diferente e os governos locais podem iniciar as obras com recursos próprios e só recorrerem a operações de crédito no fim das obras”, explicou.

O CMN também prorrogou, em um ano, o prazo de contratação das linhas de crédito dos programas Caminhos da Escola, que financia a compra de veículos escolares por prefeituras, e Provias, que financia máquinas e equipamentos para a construção e reforma de estradas vicinais. O prazo, que acabaria no fim do ano, passou para 31 de dezembro de 2011.

As duas linhas de financiamento também são operadas pelo BNDES com juros baixos. Segundo o Tesouro Nacional, dos R$ 700 milhões disponíveis para empréstimos no Caminho da Escola, um terço foi emprestado às prefeituras. Em relação ao Provias, cerca de 70% do orçamento de R$ 1 bilhão já foram contratados.

De acordo com o assessor do Tesouro Nacional, a prorrogação do prazo ocorreu porque as prefeituras, principalmente dos pequenos municípios da zona rural, têm dificuldades para montarem projetos de empréstimos para serem analisados pelo BNDES e pelo Tesouro Nacional. “Além da carência de estrutura para desenvolverem projetos, há diversas prefeituras com pedidos em análise pelo Tesouro que perderiam o direito ao crédito em 1º de janeiro”, disse. 


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