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Pesquisa/Tecnologia
Quinta, 11 de maio de 2017, 13h35

Ecologia Florestal estuda vida, crescimento e morte da vegetação na Amazônia


Vistas de longe ou do alto, as florestas na Amazônia podem enganar. Há quem diga que a paisagem é sempre a mesma, um paredão verde de árvores margeando os rios. Mas por trás desse cenário de aparente tranquilidade, existe muita ação e segredos a serem descobertos pela ciência. Essa é uma das tarefas dos cientistas que pesquisam a Ecologia Florestal.

A Ecologia Florestal é o campo da ciência que estuda a estrutura e o comportamento das florestas. No projeto Mamirauá: Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade em Unidades de Conservação, o BioREC, a atenção dos pesquisadores é dedicada às matas de duas áreas protegidas na Amazônia. Tratam-se das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, localizadas no estado do Amazonas.

Aprendendo com as árvores

Cada floresta é um grande organismo, um sistema conectado de vegetações que busca o equilíbrio. A equipe do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá acompanha a vida, o crescimento e a morte da vegetação, além da geração de nutrientes em parcelas de floresta nas reservas.

Juntas, as Reservas Mamirauá e Amanã guardam uma característica especial: nelas convivem um mosaico de florestas inundadas, ou de várzea, ou de terra firme. Esses terrenos, ora secos, ora alagados, são o campo de trabalho dos pesquisadores, que investigam também as relações de cada tipo de floresta com a atmosfera, como a fixação e absorção de carbono. Assim, eles terão um diagnóstico do quanto cada ambiente florestal contribui na estocagem de gás carbônico (CO2) em escala regional.

Além disso, os estudos geram informações para uma gestão de qualidade dos recursos naturais que a floresta oferece. É o caso da madeira, que os moradores da reserva extraem em um perío do ano pelo manejo, uma forma responsável de conjugar conservação e renda. Os pesquisadores do grupo de pesquisa em Ecologia Florestal analisam como a floresta se regenera após a derrubada das árvores e propõem maneiras de aperfeiçoar o manejo, tornando-o mais sustentável. É a pesquisa lado a lado com a realidade local e o meio ambiente.

"Trabalhar em um projeto como o BioREC realizando uma pesquisa que gera informações científicas, buscando compreender o comportamento da maior floresta do mundo é muito gratificante", diz a pesquisadora do Instituto Mamirauá, Tamara Felipim.

O BioREC e a Ecologia Florestal

Dentro das ações do BioREC em Ecologia Florestal, também estão em desenvolvimento inventários florestais de parcelas de vegetação e estudos de recomposição de espécies em áreas que foram degradadas dentro das reservas Mamirauá e Amanã.

Para reduzir e transformar práticas que geram conversão florestal, degradação ambiental e emissões de gases de efeito estufa, o Instituto Mamirauá desenvolve, desde 2013, o BioREC. O projeto é financiado pelo Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e tem duração de cinco anos. Saiba mais sobre a Ecologia Florestal e outras linhas de atuação do projeto na Amazônia. 


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