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Pesquisa/Tecnologia
Quarta, 08 de novembro de 2017, 11h14

União Europeia lança edital de 33 milhões de euros para financiar pesquisas no Oceano Atlântico


Na esteira da Declaração de Belém, tratado de cooperação científica assinado por Brasil, Portugal e África do Sul em julho deste ano, a União Europeia lançou um edital no valor de 33 milhões de euros para financiar pesquisas no Oceano Atlântico. A chamada, lançada no âmbito do programa Horizon 2020, contempla pesquisadores brasileiros.

Segundo o coordenador-geral de Oceanos, Antártica e Geociência do MCTIC, Andrei Polejack, a participação de brasileiros no edital só foi possível graças ao esforço dos países para criar um plano de desenvolvimento científico para o Atlântico Sul, a partir do trabalho conjunto dos pesquisadores.

“O programa de trabalho europeu reflete quatro anos de negociações que muito contaram com nossos cientistas, que trouxeram o que se desejava para esta cooperação. Assim, dá-nos imensa satisfação agora poder retornar a essa comunidade com um resultado concreto dessa dedicação, com possibilidades reais de intensificação da cooperação internacional e de projetos de pesquisa que considerem o Atlântico como um só sistema, de polo a polo”, afirmou Polejack.

Segundo ele, o MCTIC está pronto para atender pesquisadores brasileiros interessados em parcerias com grupos da África do Sul e da Europa.

Além de ser o primeiro passo para a implementação dos compromissos assumidos pelos países na Declaração de Belém, a chamada atende os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, das Nações Unidas, especialmente o item 14, de “conservar e usar sustentavelmente os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”.

Declaração de Belém

O plano científico construído por Brasil e África do Sul, discutido em Lisboa em julho, prevê o aprofundamento da cooperação em pesquisa no Atlântico Sul e Tropical e em outros oceanos austrais. O documento destaca a relevância do oceano para as economias e sociedades dos dois países, diante da influência marinha no clima e, consequentemente, em atividades de agropecuária, mineração, pesca e aquicultura, transporte e turismo. Reforça, ainda, a necessidade de conhecer melhor o papel das porções meridional e tropical do oceano nas mudanças climáticas de ambas as nações, dos continentes vizinhos e do planeta.

Foram identificadas três áreas-chave para a parceria: mudanças climáticas, controle de processos de variabilidade de ecossistemas e recursos marinhos vivos e minerais, a exemplo da biodiversidade. A geografia sul-africana favorece a abrangência dos desafios a serem compartilhados, já que o país se localiza na confluência de três sistemas oceânicos – Atlântico, Índico e Antártico.

 


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