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Pesquisa/Tecnologia
Sexta, 09 de fevereiro de 2018, 10h35

Google e Facebook representam apenas 5% das receitas digitais dos publishers, diz DCN


Abocanhando quase dois terços da publicidade digital em todo o mundo, Google e Facebook representam apenas 5% da receita digital média dos publishers, conforme a segunda edição do relatório DCN Distributed Content Revenue Benchmark Report, da associação Digital Content Next (DCN), divulgado nesta quinta-feira (8). As receitas globais de conteúdo distribuído permaneceram quase estáticas na relação do primeiro semestre de 2017 (16%) com os primeiros seis meses de 2016 (14%). O relatório foi produzido a partir de dados informados por 20 associados à DCN.

"A maior surpresa é o pouco que mudou", disse o CEO da DCN, Jason Kint. O executivo afirmou que o melhor conteúdo noticioso e de entretenimento continua sem o apoio que deveria ter. "O benefício financeiro de distribuir conteúdo nessas plataformas ainda não corresponde ao investimento e ao enorme valor das notícias e entretenimento produzidos pelos integrantes da DCN", completou.

A receita das empresas com conteúdo distribuído que informaram resultados para a pesquisa cresceu 37% ao longo de 12 meses entre os meses de junho de 2016 e de 2017, mas a maior monetização (83% do total) foi por meio de vídeos, com as empresas de TV/cabo colhendo uma parcela desproporcional das receitas.

O estudo revelou ainda que o Facebook ultrapassou o YouTube em 2017 como a plataforma individual que gerou mais recursos para publishers, capturando US$ 1,5 milhão (59% das receitas vindas de mídias sociais) no primeiro semestre de 2017. Os autores da pesquisa ressaltaram que esse cenário é anterior à mudança promovida pela rede social de Mark Zuckerberg, que passou a priorizar postagens pessoais, reduzindo a visibilidade de conteúdo jornalístico. Os efeitos dessa alteração na monetização dos publishers, frisou o estudo, ainda é uma incógnita.

A DCN identificou que os publishers permanecem ativos em uma variedade de canais nos quais distribuem e monetizam conteúdo fora de seus sites em níveis relativamente semelhantes ao ano passado. Todos os participantes da pesquisa disseram distribuir informação em redes sociais e em outros canais digitais. Facebook e Twitter continuam a ser os mais utilizados, seguidos de perto pelo YouTube (do Google) e pelo Instagram (do Facebook).

"O conteúdo distribuído permanece parte integrante dos planos estratégicos dos publishers", disse Kint. "As mudanças contínuas das plataformas criam desafios, mas devem continuar a fazer parcerias, testar e gerar o melhor valor para o seu conteúdo premium em meios que controlam o público e atenção tão significativa”, sugeriu. Kint, entretanto, ressaltou que os produtores de conteúdo devem continuar a evitar a dependência às mídias sociais, bastante questionadas no ano passado sobre se são positivas ou negativas às sociedades. "Os anunciantes fizeram as mesmas perguntas”, alertou o CEO da DCN.

ANJ


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