» mais
Comentar           Imprimir
Pesquisa/Tecnologia
Segunda, 13 de agosto de 2018, 10h25

Facebook torna mais rigorosa a autorização para páginas com elevado número de seguidores


.

O Facebook continua incrementando a série de iniciativas com o objetivo frear a crise de credibilidade que abalou a empresa. A rede social anunciou na sexta-feira (10) que vai aplicar um processo de autorização para usuários que gerenciam páginas no Facebook com um grande número de seguidores nos Estados Unidos. Com a decisão, informou a Reuters, a companhia disse que pretende dificultar que páginas sejam administradas por contas falsas ou comprometidas.

As novas medidas exigirão que os administradores de páginas no Facebook protejam suas contas com autenticação de dois fatores e confirmem sua localização principal. O Facebook também adicionará uma seção que mostra o país principal de onde uma página está sendo gerenciada. O Instagram também lançará recursos semelhantes nas próximas semanas.

Nesta semana, depois de ter bloqueado várias páginas em diversos países que propagavam notícias falsas, desinformação e teorias conspiratórias ou ainda consideradas disseminadoras de discursos de divisão social, a companhia recebeu críticas, em especial de grupos ligados às páginas suprimidas. O Facebook, então, defendeu-se em comunicado.

“Pessoas têm postado coisas realmente ruins no Facebook. Teorias da conspiração infundadas, ideias ofensivas, mentiras descaradas”, começa a nota. “Por mais humilhantes, polarizadores e claramente falsos que sejam esses posts, a questão com a qual nos debatemos no Facebook é se as pessoas deveriam poder expressar tais visões. Alegações como estas constituem liberdade de expressão ou são tão desumanas que deveriam ser excluídas da plataforma?”

O Facebook afirma que não é governo, mas uma plataforma que “dá voz” a pessoas de todo o mundo. “Nós moderamos o conteúdo compartilhado por bilhões de pessoas, e o fazemos de forma a fornecer o máximo possível de liberdade de expressão”, defende-se a empresa. “Mas há exceções: por exemplo, nós não permitimos conteúdos que possam colocar pessoas em risco físico ou financeiro, que intimidem as pessoas por meio de linguagem de ódio ou que pretendam lucrar enganando as pessoas que usam o Facebook”.

O discurso de ódio, afirma o Facebook, também pode ser prejudicial porque cria um ambiente de intimidação e exclusão e, em alguns casos, pode ter implicações offline perigosas. “Essa talvez seja uma das mais desafiadoras de nossas políticas para ser aplicada, porque determinar se algo é discurso de ódio depende muito do contexto no qual o conteúdo é compartilhado”.

Sobre desinformação, a rede social continua a sustentar que prefere retirar a visibilidade do que remover publicações desse tipo. “É importante notar que o fato de uma postagem no Facebook não ser precisa não é um motivo para removê-la. A lei dos direitos humanos estende o mesmo direito de expressão àqueles que desejam afirmar que a Terra é plana em relação àqueles que afirmam que é redonda – e o mesmo vale para o Facebook”, diz a rede social. “Pode acontecer de o conteúdo falso entrar em conflito com as restrições que mantemos na plataforma – mas nem sempre esse é o caso. E, em vez de bloquear o conteúdo por ser falso, rebaixamos as postagens no Feed de Notícias quando classificadas como falsas por verificadores de fatos e também direcionamos as pessoas para artigos corretos sobre o mesmo assunto.

Feed de notícias

Na quinta-feira (09), o Facebook também anunciou afirmou que vai encerrar a opção de feed de notícias baseadas nas listas de amigos – com o recurso, o usuário conseguia personalizar a sua página inicial com posts de amigos selecionados, informou o jornal O Estado de S.Paulo. Entretanto, a rede social afirmou que as listas de amigos continuarão existindo – só sumirá mesmo o feed de notícias baseado nos contatos. Segundo o site Techcrunch, o Facebook encerrou o recurso "para concentrar esforços em melhorar a experiência no feed de notícias dos usuários”.

ANJ


Comentar           Imprimir


Busca



Enquete

O futuro político de Pedro Taques será:

Candidato a prefeito de Cuiabá em 2020
Voltar a operar na área de Direito
Não me interessa, problema dele.
  Resultado
Facebook Twitter Google+ RSS
Logo_azado

Plantão News.com.br - 2009 Todos os Direitos Reservados

email:redacao@plantaonews.com.br / Fone: (65) 98431-3114