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Pesquisa/Tecnologia
Segunda, 13 de agosto de 2018, 23h34

Perito estuda a aplicação da Inteligência Artificial na perícia criminal


O perito criminal da Politec, Tadeu Junior Gross, teve um artigo científico publicado na Revista Internacional de Inteligência Artificial da editora Holandesa Elsevier. O artigo é resultado de sua pesquisa de Doutorado em Engenharia Elétrica da Universidade de São Paulo (USP), que propõe a aplicação de Inteligência Artificial no desenvolvimento de ferramentas computacionais para auxílio às atividades periciais.

A finalidade da pesquisa é a busca de soluções de Inteligência Artificial eficientes para problemas de Reconhecimento de Padrões.

Conforme o pesquisador, a abordagem empregada – modelagem gráfico-probabilística (Redes Bayesianas) – é abrangente e muito apropriada à perícia criminal no sentido de ser aplicável desde o suporte à decisão sobre a causa da morte (jurídica), passando pela reconstrução de acidentes de trânsito, até qualquer tipo de "reconhecimento" (facial, via impressão de pele, voz, imagem etc).

"Nesse paradigma, o Perito Criminal não está restrito a um domínio específico. Não é tão relevante se o problema é a identificação do sapato dada a impressão da sola na cena do crime, ou se é o apontamento da fonte sonora de um dado 'barulho', isto é, o tipo de vestígio não importa tanto. Assim, devido à possibilidade futura de aplicação nas mais diversas áreas Periciais, nossa preocupação central no trabalho aceito pela revista foi melhorar a própria ferramenta em si (isto é, o processo de modelagem por redes bayesianas)", explicou.

Segundo o perito criminal, a metodologia em estudo possibilitará à Politec a construção de softwares sem a necessidade de comprá-los. "Essa ferramenta de Inteligência artificial pode ser usada, por exemplo, para auxiliar o Perito na decisão sobre se o material padrão e o questionado são da mesma fonte. O BatVox, por exemplo, é um software caro e empregado por diversas polícias científicas pelo mundo afora. Ele é usado em Reconhecimento de locutor e é construído usando a ferramenta computacional que exploramos nesse trabalho. O potencial desta técnica de modelagem conhecida como Redes Bayesianas em Perícia Criminal e em Segurança Publica é, sem dúvida, enorme'', assegurou.

 


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