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Pesquisa/Tecnologia
Quarta, 14 de novembro de 2018, 12h22

Laboratório consolida Brasil como um dos principais polos de tecnologia


Parte das instalações do projeto Sirius - Foto: Divulgação/Projeto Síncroton

Com a inauguração da primeira etapa prevista para esta quarta-feira (14), o projeto Sirius consolida o Brasil como um dos principais polos tecnológicos do mundo. A partir do acelerador de elétrons, o País terá capacidade de desenvolver pesquisas para revolucionar a comunicação, a transmissão de dados e apresentar soluções para o abastecimento de alimentos e energia.

Sirius é o nome do acelerador de elétrons que está em construção no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). Serão entregues as obras civis, o prédio que abriga toda a infraestrutura de pesquisa e a montagem de dois dos três aceleradores de elétrons. O evento contará com a presença do presidente da República, Michel Temer, e do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

Oferecer soluções para problemas importantes como na área de agricultura, saúde, meio ambiente e até doenças transmitidas pelo vírus zika e algumas outras doenças tropicais e exploração do pré-sal, é um dos principais objetivos do projeto. “Essas pesquisas vão permitir, por exemplo, dispositivos eletrônicos mais rápidos e eficientes”, resumiu a pesquisadora Ingrid Barcelos.

Conhecimento

O Sirius é um laboratório de última geração e apenas a Suécia tem outro equipamento comparável com esse. Os aceleradores do projeto estão dentro do que se entende como o limite do conhecimento humano. Até o momento, o Sirius recebeu R$ 1,12 bilhão e a previsão orçamentária para ele está em R$ 1,8 bilhão.

“Esse é um projeto que mostra que o Brasil, com seus pesquisadores, podem projetar um equipamento como esse, mostra a capacidade do Brasil de competir de igual para igual com qualquer país do mundo”, afirmou o diretor do CNPEM, Antonio José Roque da Silva. Além disso, há o incentivo à indústria nacional, que tem construído componentes para o laboratório, permitindo a redução de custos do empreendimento.

A previsão é de que na próxima etapa, no segundo semestre de 2019, tenha início a operação do Sirius e a abertura das seis primeiras estações de pesquisa.


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