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Pesquisa/Tecnologia
Segunda, 04 de março de 2019, 11h33

51 projetos de empresas são aprovados em editais do PIPE e eScience


Cerca de 100 empreendedores se reuniram na Fapesp para conhecer as selecionadas em chamadas do PIPE e do Programa de Pesquisa em eScience e Data Science voltado a pesquisas em agricultura e agropecuária digital (foto: Felipe Maeda)

A Fapesp anunciou nesta quinta-feira (28/02) a relação de empresas selecionadas nos editais do 3º Ciclo de 2018 do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e do Programa de Pesquisa em eScience e Data Science – este último voltado a pesquisas em agricultura e agropecuária digital na modalidade PIPE.

Na chamada do 3º Ciclo de 2018 do PIPE foram aprovados 49 projetos. Na chamada do programa eScience e Data Science foram selecionados dois projetos.

“O PIPE ganhou grande visibilidade na Fapesp por tratar-se de um programa bem-sucedido: as empresas apoiadas têm, em geral, alcançado seus objetivos, se fortalecido e ampliado o número de empregados. O programa, além disso, cobre a missão da Fapesp de promover o desenvolvimento tecnológico e a inovação no Estado de São Paulo”, afirmou o presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago, aos cerca de 100 empreendedores presentes no auditório da Fundação.

Os projetos aprovados foram apresentados pelo diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz.

A Lipid Ingredientes & Technologies, em Ribeirão Preto, por exemplo, terá o apoio do PIPE para o desenvolvimento de um sistema nanoestruturado de liberação de medicamentos para o tratamento de dentes de leite ou permanentes. Também atuando na área da Saúde, o engenheiro Ramon Adrian Salinas Franco vai testar a tecnologia que permitirá automatizar a análise de lâminas do exame conhecido como Papanicolau, auxiliando patologistas no diagnóstico do câncer de colo de útero. “Nossos clientes serão as clínicas privadas, mas a nossa expectativa é levar a solução ao Ministério da Saúde”, disse.

A Brats, em Cajamar, terá recursos para testar o uso de ferramentas de corte e conformação mecânica, substituindo o tungstênio pelo nióbio e o cobalto pelo níquel. “Vamos usar metais com maior disponibilidade no país”, justificou Eduardo Cannizza, pesquisador responsável pelo projeto. E a Moradigna Construções terá o apoio da Fapesp para desenvolver o design e a prototipagem de componentes pré-fabricados que possam ser usados em projetos de reforma de cozinhas e banheiros de moradias de baixa renda.

Na chamada eScience e Data Science em Agricultura e Agropecuária Digital, a MVisia, em São Paulo, utilizará visão computacional para identificar contaminação em carcaças de frango, buscando clientes entre frigoríficos, e a Dietech Automação Industrial e Robótica, de São Carlos, desenvolverá projeto que prevê o uso de inteligência artificial para reduzir custos e facilitar o manejo de irrigação.

“Apostamos no sucesso de vocês como empresas. O sucesso de vocês recompensa a Fapesp”, disse Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação.

Ao final da apresentação dos projetos selecionados, os novos empreendedores conheceram os resultados da iniciativa de Bruno Rondani, fundador e CEO da 100 Open Startups, empresa que conta com o apoio do PIPE/PAPPE Subvenção – que articula o programa PIPE da Fapesp e o Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (PAPPE) da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) – para aprimorar a ferramenta tecnológica que dá suporte a uma plataforma de engajamento entre grandes companhias e startups.

Saiba mais sobre o PIPE: www.fapesp.br/pipe.  

Agência Fapesp


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