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Pesquisa/Tecnologia
Quarta, 01 de maio de 2019, 06h12

Governo e entidades trabalham em plano para desenvolvimento do empreendedorismo


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O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e entidades ligadas aos pequenos negócios estão construindo um plano integrado de desenvolvimento ao empreendedorismo em Mato Grosso. As ações serão concentradas nas pessoas que querem empreender por oportunidade ou necessidade e ainda nos 143.293 Microempreendedores Individuais (MEI's) instalados em território estadual.

Segundo o secretário-adjunto de Indústria, Comércio, Minas, Energia e Empreendedorismo da Sedec, Celso Banazeski, a busca pela integração tem a finalidade de construir algo perene e que não seja dissolvido por futuras gestões do governo. Ele acredita que o fortalecimento das empresas de menor porte trará a verdadeira riqueza para o Estado. “É visível que as atividades focadas na agricultura de larga escala trazem riqueza, porém ampliam a desigualdade”.

Na segunda reunião do grupo, realizada nesta terça-feira (30), foram apresentados os maiores problemas do setor e definidos três eixos prioritário de trabalho. O primeiro está focado nos tributos e desburocratização dos processos e será liderado pela Federação das Câmaras de Diretores Lojistas (FCDL).

O segundo, coordenado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em Mato Grosso, atuará no fortalecimento e desenvolvimento dos Centros de Atendimento Empresarial (CAE’s). A ideia é transformar as estruturas em verdadeiras ferramentas de melhoria do ambiente empresarial e suporte ao empreendedor.

Fomento e Crédito é o terceiro eixo e terá o Banco do Brasil como líder dos trabalhos. Neste grupo, serão levantadas quais as principais dificuldades em se acessar os financiamentos, quais estão disponíveis e como melhorá-los.

Para o presidente da FCDL, Paulo Gasparoto, as políticas públicas precisam ser efetivas para evitar problemas maiores como a marginalidade. Ele acredita que o número de MEI’s tende a aumentar devido à crescente taxa de desemprego. “Precisamos facilitar para estas pessoas e não dificultar ainda mais. Tudo isto em um cenário de desânimo do contribuinte em relação ao poder público”.

Outro ponto levado em consideração pelo grupo foi a importância de se sensibilizar os gestores públicos e assim, conseguir o apoio para os CAE’s. As unidades, que hoje somam 70 em Mato Grosso, serão usadas como canais para as políticas públicas ganharem capilaridades.

A representante do Sebrae, Marta Torezam, argumentou que não adianta colocar cadeiras e computadores. É preciso criar condições para que as ações cheguem ao público. “Só assim vamos ter resultado, com a população se apropriando do espaço”. Na opinião da especialista, isso fará com que as mudanças, que acontecem conforme as mudanças do executivo municipal, sejam abolidas e assim, os trabalhos tenham continuidade.

O próximo encontro do grupo será daqui a 20 dias e na ocasião serão discutidas as ações previstas nos eixos de trabalho. Participaram dos trabalhos: Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), FCDL, Banco do Brasil, Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, Junta Comercial de Mato Grosso, Desenvolve –MT, Sebrae, Senai e Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso. 


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