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Pesquisa/Tecnologia
Sexta, 24 de janeiro de 2014, 12h04

Fora de moda no Google, Orkut faz 10 anos mais pop que Google+ no Brasil


 O Orkut completa dez anos de existência nesta sexta-feira (24) longe de ser a rede social mais usada no Brasil, como em seus melhores dias, mas, ainda assim, recebendo mais visitas no Brasil do que o Google+, a rede de relacionamentos que virou a aposta do Google, empresa por trás dos dois sites. O Orkut, que só ganhou versão em português em 5 de abril de 2004, teve 0,64% de todos os acessos a redes sociais no Brasil em dezembro de 2013. O Google+, primo rico da família Google, angariou 0,47% das visitas, amargando a 11ª posição no ranking da Serasa Experian.

Apesar de figurar no top 10, em 7º lugar, o Orkut está distante dos tempos em que dominava a conversação na internet brasileira, com calorosos debates em suas comunidades. Em janeiro de 2012, quando o Facebook se tornou a maior rede social do Brasil, o Orkut já estava em decadência. Se naquela época eram 34,4 milhões de usuários brasileiros, hoje, são pouco mais de 6 milhões, segundo a comScore.

Scraps
Os dados dão a entender que o público acostumado aos "scraps" (recados), depoimentos de amigos e comunidades do Orkut não se adaptou à lógica dos círculos do Google+, tipo de classificação que separa os amigos em grupos e permite escolher com quais deles uma postagem será ou não compartilhada. Uma das curiosidades do Orkut é que ele tinha nome de gente: Orkut Buyukkokten, engenheiro turco que, no Google, liderou o desenvolvimento da rede social.

Apesar de o Google ter negado várias vezes que a desativação do Orkut não está nos planos, é grande o esforço de esvaziar a rede ou de transformá-la em trampolim para impulsionar o Google+. Começou em maio de 2012, quatro meses depois de o Facebook tomar a dianteira no Brasil, último país onde o Orkut ainda opunha resistência ao site de Mark Zuckerberg. Naquele mês, o Google lançou uma integração entre contas do Orkut e Google+.

Google+
Hoje, qualquer um que se cadastra no Orkut recebe a opção de atualizar seu perfil e migrar as fotos e informações registradas para o "primo rico", lançado em junho de 2011. O Google também informou que a coexistência das redes sociais não minguaria o desenvolvimento do Orkut. No entanto, o Orkut é preterido de todo o esforço da empresa para integrar cada vez mais seus diversos produtos, do Maps à Busca.

Quando criou um sistema de mapas personalizados que incluem sugestões de locais para se conhecer feitas por amigos, a rede social escolhida é o Google+. Quando unificou o sistema de comentários da plataforma de blogs e do YouTube em um serviço, o escolhido também foi o Google+. No auge, a ebulição em torno do Orkut era tão grande que nem todos os usuários controlavam seu ímpeto e publicavam posts ofensivos e, não raro, criminosos. Isso fez com que o Brasil liderasse em 2011 a lista de países que mais pediam remoções de conteúdo dos sites do Google.

Naquele ano, autoridades do governo brasileiro fizeram 224 pedidos de exclusão (380 itens do site) – a Alemanha, na segunda posição, fez apenas 125 pedidos e os Estados Unidos, 92.

(G1)


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