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Política MT
Quarta, 17 de maio de 2017, 10h08

Zeca Viana critica 'tropa de choque' do governo e reforça CPI dos grampos ilegais em MT


Redação

O deputado estadual Zeca Viana (PDT-MT) defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a interceptação telefônica ilegal de deputados, jornalista e médicos em Mato Grosso. A deputada Janaina Riva (PMDB) também se manifestou favorável a CPI, além de medidas que foram cobradas pela OAB-MT (Ordem dos Advogados do Brasil), pela Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof). O comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Jorge Luiz de Magalhães, determinou na segunda-feira (15.05) a instauração de um Inquérito Policial Militar para apurar as denúncias de desvio de conduta atribuídos a militares na utilização do sistema 'Guardião'.
 

Marcos Lopes
Zeca Viana:  "uma suposta amante do secretário da Casa Civil foi grampeada. Ora, que outra pessoa teria interesse nesse grampo dela?”.

O caso dos grampos envolve o setor de inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso com suspeita de participação de altas patentes e do governador Pedro Taques (PSDB). Os documentos pedindo à Justiça autorização para interceptar os telefones foram assinados por um cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira Correia Júnior. No entanto, além dos números dos supostos integrantes da quadrilha de tráfico de drogas, foram juntados por “tabela” outros telefones.

O caso foi denunciado pelo ex-secretário de Segurança do Estado, o promotor Público Mauro Zaque, que saiu do governo no final de 2015 alegando que Pedro Taques não acatou sua denúncia que suspeitava do mando das escutas por parte do então comandante da PM, Coronel Zaqueu - que também deixou o cargo em 12 de janeiro de 2016. As escutas tiveram como vítimas políticos, advogados, médicos, servidores públicos e até de um jornalista. Até mesmo o gabinte do vice-governador Carlos Favoro foi alvo do crime.

Mauro Zaque representou na Procuradoria Geral da República contra o governo de Mato Grosso.

“Nós vamos apresentar o requerimento dessa CPI e, pelo que estamos sabendo, a tropa de choque do governo não está muito afim de assinar. Por isso nós temos uma certa necessidade de ter acesso a essa lista para ver se tem outros deputados, porque eu não acredito que um deputado que está na lista do grampo vai deixar de investigar esse caso”, disse.

Zeca disse afirmou que está claro que as interceptações ilegais denunciadas pelo promotor Mauro Zaque eram de conhecimento do alto escalão do governo Pedro Taques (PSDB), especialmente o ex-secretário-chefe da Casa Civil e primo do governador, Paulo Taques.

“O fato é tão claro e notório. Segundo a própria imprensa, e está lá no relatório, uma suposta amante do secretário da Casa Civil foi grampeada. Ora, que outra pessoa teria interesse nesse grampo dela?”, argumentou Zeca.

O deputado comentou ainda que esteve reunido com o desembargador Rui Ramos, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juntamente com os deputados Janaína Riva (PMDB), Valdir Barranco (PT), Allan Kardec (PT) e Silvano Amaral (PMDB), para pedir correição nas varas criminais de Mato Grosso, a fim de apurar se há outras escutas ilegais no esquema “barriga de aluguel”.

“O Tribunal de Justiça já tomou providência, está fazendo uma investigação sigilosa e aí nós estamos aguardando a PGR, porque é quem vai determinar se vai dividir a investigação ou, como está envolvendo deputado federal e deve ter outros deputados e governador, cabe à Procuradoria Geral da República a investigação”, contou Zeca.

Os cinco parlamentares de oposição também se reuniram com o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPE-MT) para saber sobre o envolvimento da instituição no caso dos grampos ilegais. Conforme Zeca, a informação inicial é que as interceptações telefônicas não foram realizadas pelo sistema do MPE, denominado ‘Guardião’.

“O procurador Mauro Curvo tem quase certeza que esse grampo não passou pelo ‘Guardião’ do Ministério Público. Se não me engano, são três ‘Guardiões’ legalizados aqui no estado: Gaeco, Polícia Civil e Polícia Federal. Nós vamos fazer um requerimento para saber se esses grampos passaram realmente pelo Gaeco. Se não passou, aí o ‘Guardião’ é clandestino, o que já é outro crime, além das escutas ilegais”.


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