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Política MT
Domingo, 07 de janeiro de 2018, 18h56

Parceiros levam qualificação em corte e costura a reeducandos


Em 2017, reeducandos do Sistema Penitenciário de Mato Grosso receberam qualificação em corte e costura por entidades parceiras dos projetos de ressocialização realizados nas unidades prisionais, permitindo uma ocupação e uma nova perspectiva quando ganharem a liberdade. Além disso, a confecção dos uniformes utilizados nas unidades reduz custos, pois é necessária a aquisição apenas dos materiais e não há gasto com mão de obra.

Na penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, em Rondonópolis, e na cadeia feminina de Nortelândia, 35 homens e mulheres receberam a qualificação por meio do Projeto Japuíra, desenvolvido pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). Em outras unidades prisionais os cursos foram ofertados pelo Senar e Senai, com parceria dos sindicatos rurais e Ministério Público.

Na penitenciária, o grupo começou fazendo um treinamento voltado para a produção de calças e bermudas em jeans, porém, a experiência deu tão certo que os reeducandos estão recebendo um complemento voltado para camisetas de malha. Segundo Osmar Rodrigues de Sousa, coordenador do projeto, o treinamento oferecido na Mata Grande – uma experiência inédita – foi elogiado pela direção da penitenciária pela qualidade da capacitação, que atende às necessidades dos reeducandos. A qualificação durou quase cinco meses e todo o maquinário e insumos foram cedidos pelo instituto, além dos instrutores.

Emmanuel Carlos Rodrigues Silva, assistente administrativo que, em conjunto com a servidora Maria Leite, do mesmo setor, tomou a iniciativa de levar o Projeto Japuíra para a Mata Grande, afirma que os reeducandos capacitados trabalham no Setor de Produção da unidade, que conta ainda com uma malharia que produz uniformes para outras cadeias públicas do estado, assim como a oferta de serviços a entidades públicas. “A habilidade demonstrada pelos reeducandos trouxe a possibilidade de produção de outros itens de vestuário em parceria com empresários locais, como por exemplo, as peças de pijamas infantis que foram confeccionadas com material doado por comerciantes e depois entregues a crianças de creches locais”.

Após o curso do projeto Japuíra, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos firmou um convênio com a Secretaria de Ciência e Tecnologia que cedeu 12 máquinas ampliando a capacidade da oficina da penitenciária para 17 maquinários.

J. S., 40 anos, é iniciante na costura, se formou no curso do projeto e vê na qualificação dentro dos muros da penitenciária uma chance para melhorar sua vida quando estiver em liberdade. “Aprendi alguma coisa de costura em casa, sei fazer à mão. Agora com o curso podemos caprichar mais nas peças”.

Nortelândia

O treinamento em costura industrial também foi ofertado a mulheres custodiadas na unidade prisional de Nortelândia, numa parceria com o IMAmt e a prefeitura da cidade. Um grupo de dez reeducandas fez a qualificação de costura em malha. O instituto forneceu as máquinas industriais, materiais necessários, como tecidos e linhas, e também instrutores capacitados.

De acordo com a diretora da unidade, Adriana Quinteiro, os critérios de seleção das recuperandas para participação no curso foram o bom comportamento e o desejo de novas perspectivas de vida. Finalizada a capacitação, elas começaram a confeccionar os uniformes para a cadeia de Barra do Bugres.

Diamantino

Reeducandos da cadeia pública foram qualificados em corte e costura, numa parceria da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Sindicato Rural do município, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Mato Grosso (Senar-MT) e Promotoria do Ministério Público Estadual.

O curso envolveu 10 reeducandos, em 40 horas-aula, na confecção de peças como bermudas e camisetas.

Cáceres

Nas duas unidades prisionais do município, homens e mulheres reclusos receberam qualificação em corte e costura ofertada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Na cadeia masculina, o projeto “Oficina para a Liberdade” capacitou 20 presos. Eles fizeram peças do vestuário utilizado por todos os presos da unidade.

Na unidade prisional feminina, o projeto de ressocialização envolveu 20 mulheres, permitindo o desenvolvimento de uma atividade laboral e capacitando as mulheres para uma atividade que pode ser exercida quando ganharem a liberdade.

O curso foi possível com a parceria do Conselho da Comunidade do município, que adquiriu tecido e linha, e com o Senai, responsável pela capacitação e cessão das máquinas.

 


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