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Política MT
Sábado, 14 de julho de 2018, 20h34

'O governo federal tem que cumprir com sua obrigação', diz Fávaro


Em entrevista à Rádio Conti do município de Pontes e Lacerda, o presidente regional do PSD e pré-candidato ao Senado Federal, Carlos Fávaro, comentou sobre a responsabilidade do governo federal nas áreas de fronteiras com outros países, como ocorre em Mato Grosso com a Bolívia. Segundo ele, caso seja eleito, vai atuar em união com a bancada de todos os estados que possuem fronteira para exigir que o governo federal cumpra com sua obrigação legal.

"A segurança pública é um grave problema em todo o país, mas principalmente nas áreas de fronteira, por isso é importante ter senadores combativos para cobrar essa responsabilidade do governo federal. Os municípios mato-grossenses que estão próximos da Bolívia, como é o caso de Pontes e Lacerda, sofrem muito com os altos índices de criminalidade. E agora é o momento de conhecer as propostas dos candidatos à presidência da República sobre os compromissos para a segurança pública nessas regiões", disse.

Fávaro também falou sobre o pacto federativo, que define as competências tributárias dos entes federados. "Hoje, o que existe no Brasil é desumano. O município recebe 17% do bolo tributário, o estado fica com cerca de 25% e os outros 60% fica com a União. A rediscussão do pacto federativo é uma necessidade porque os recursos devem ir mais para os municípios, pois é onde está a população. Por lei, os municípios já são obrigados a gastar 15% de todo o orçamento com a saúde, mas hoje a maioria já destina mais de 20%, 30%, ou seja, arcam mais do que deveriam, mas com essa rediscussão, receberão mais recursos para cumprir essas responsabilidades".

Sobre a gestão do atual governo, Fávaro ressaltou que o PSD acreditava muito nesse projeto e, nas eleições deste ano, será mais criterioso com as alianças políticas. "Nós acreditávamos que o governo atual realmente transformaria o estado. Mas com o passar do tempo, começamos a perceber que o senador que foi destemido e corajoso, não estava fazendo as reformas importantes para o estado. Nós cumprimos nossa parte, ficamos na base de apoio, respeitamos e ajudamos em tudo que pudemos, mas chega um momento em que nós temos que discutir um projeto futuro".

Ele destacou que, entre muitas promessas não cumpridas, está a estrada do Matão, em Pontes e Lacerda. "O governo fez o lançamento da obra, prometeu, mas não tem um metro de asfalto, além de várias pontes em situação precária. E isso tudo acontecendo na infraestrutura apesar da cobrança em dobro do Fethab 2. Não dá para culpar a crise, pois o orçamento do estado em 2018 foi de R$ 25 bilhões. Quando assumimos, em 2015, era de R$ 17 bilhões, ou seja, teve um crescimento de R$ 8 bilhões, além dos anos anteriores. Não falta dinheiro, falta critério nas prioridades".

Sobre o PSD, Fávaro enfatizou a importância do partido no cenário político. "Atualmente, temos a maior bancada da Assembleia Legislativa com cinco deputados, é o segundo com maior número de prefeitos, 26, além de 21 vice-prefeitos, 188 vereadores, sendo que 25 são presidentes de Câmaras Municipais. Temos um time muito forte e em partido dessa magnitude será decisivo nas eleições e vamos trabalhar muito para que as políticas públicas que a população tanto deseja se tornem realidade, fazer um Mato Grosso para os mato-grossenses", afirmou o presidente do partido.

Durante a entrevista, o pré-candidato também lembrou sua chegada em Mato Grosso. "Tenho origem na agricultura familiar. Vim com minha família há 32 anos em um assentamento de reforma agrária em Lucas do Rio Verde. Sou novo na política, ocupei somente o cargo de vice-governador e não é fácil se apresentar em um momento em que a população está indignada com tantos fatos que acontecem cotidianamente. Mas as pessoas de bem precisam participar desse processo porque somente assim conseguiremos resolver os problemas sociais". 


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