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Política MT
Segunda, 16 de julho de 2018, 16h32

População do noroeste mato-grossense reivindica pavimentação de rodovias


A definitiva pavimentação de uma nova rota que torne viável economicamente o escoamento da produção gerada na região do Vale do Teles Pires, incluindo os municípios de Colniza, Aripuanã, Juruena, Cotriguaçu, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde, Apiacás e Paranaíta, é a principal necessidade da população do noroeste de Mato Grosso. No trajeto atual, para acessar a BR-163, a produção do Vale do Teles Pires, por exemplo, precisa percorrer 315 quilômetros, passando pelas rodovias MTs-208/320, nos municípios de Nova Canaã do Norte e Colíder, o que encarece o frete e o custo final da produção, diminuindo a competitividade dos produtos no mercado local.

Essa é a principal reivindicação do povo do Teles Pires que esteve presente à audiência pública articulada pelo deputado Pedro Satélite e realizada pela Assembleia Legislativa na sede da subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Alta Floresta, na noite de sexta-feira (13). O evento discutiu a pavimentação do traçado que liga as rodovias estaduais MTs-419/389/320/208 à BR-163, passando pelos municípios de Alta Floresta, Carlinda, Distrito Cristalino do Norte (antiga Cinco Mil), Novo Mundo e Guarantã do Norte. O trecho é de 172 quilômetros, dos quais 59 são pavimentados. A questão do aeroporto e de fomento a atividades agropecuárias também fizeram parte da pauta.

O autor do pedido de audiência, deputado Pedro Satélite, enalteceu o potencial econômico da região do Vale do Teles Pires na produção agrícola e agropecuária, ressaltou a falta de logística para o escoamento da produção e sugeriu uma solução. “Estamos falando de uma região altamente produtiva, mas que sofre com a falta de logística para escoar a produção. E há uma alternativa, através da BR-163, acessando os portos de Miritituba e Santarém, ambos no estado do Pará. Isso encurtaria o trajeto em 140 quilômetros, tornando nossos produtos mais competitivos para exportação ao mercado europeu e asiático”, sugeriu Satélite, lembrando que a BR-163 inicia no Rio Grande do Sul, termina em Santarém, no Pará, e onde já está pavimentada houve desenvolvimento.

Satélite apresentou dados de um relatório realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) sobre os números atuais da produção e economia local e que aponta para um grande potencial de crescimento do agronegócio em toda a região noroeste. O empresário Antero Siqueira da Silva, membro da comissão especial, formada por empresários e representantes de entidades civis organizadas em prol do desenvolvimento da região, disse que “agora (depois da audiência pública) é aliar com os parlamentares e o governo para que o sonho dessas rodovias se realize”.

De acordo com Satélite, além dele, os deputados Romoaldo Júnior (MDB), Nininho (PSD), Valdir Barranco (PT) e Ademir Brunetto (PSB) estão lutando por recursos pela região noroeste. Este último, que também esteve na audiência pública, disse que “a chegada de rodovias é uma obra fundamental. Milhares de hectares de terra serviram por muitos anos a pecuária e agora precisa ser melhorada para a agricultura, que depende de estrutura viária para escoar a produção”. Para ele, o debate é um início importante e o governo precisa ser parceiro para concluir as negociações em torno de um resultado concreto.

Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo Duarte, a grande notícia sobre a construção dessas estradas marginais no noroeste é que elas serão feitas com recursos da iniciativa privada. “São quase R$ 500 milhões a serem investidos nestas rodovias e essa é uma iniciativa inovadora, os deputados articularam o governo e isso tudo vai trazer os recursos. Também sobre o aeroporto de Alta Floresta, foi incluída a concessão e já há uma empresa alemã que visitou a região e está interessada, são outros R$ 70 milhões”, disse.

O secretário de Articulação Política do governo, Domingos Sávio, complementou: “há um real interesse do governador em resolver a questão das rodovias do noroeste, aumentando o eixo de exportação”.

“Nossa intenção é unir forças para tornar esse sonho uma realidade, e isso só vai acontecer se houver o engajamento de todos, e é isto que estamos buscando”, finalizou Pedro Satélite.

 


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