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Política MT
Sábado, 23 de março de 2019, 14h21

MT deve a Deus e todo mundo, mas não vou antecipar balanço


O governador Mauro Mendes (DEM) fará uma coletiva de imprensa nos próximos dias para apresentar um balanço dos primeiros 100 dias de gestão e, ao menos por ora, prefere não antecipar um diagnóstico desse período à frente do Palácio Paiaguás.
De todo modo, ele reitera que há uma situação preocupante no Executivo, especialmente no que diz respeito aos problemas de caixa.

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O Governo acumula uma série de dívidas e atrasos de repasses a fornecedores, prefeituras e áreas como a saúde pública dos municípios, por exemplo.


“Esse balanço será apresentado logo após a conclusão dos 100 primeiros dias. Temos já diversos números, temos uma razoável noção dos problemas. O Governo é muito grande, os problemas muito complexos”, disse Mendes, em conversa com a imprensa no início da semana.

Posso dizer o que não é novidade pra ninguém: que Mato Grosso realmente tem uma situação financeira muito delicada e deve a Deus e a todo mundo
“Eu, por uma questão de perfil, não gosto de me pronunciar antecipadamente sobre fatos importantes e relevantes. Mas posso dizer o que não é novidade pra ninguém: que Mato Grosso realmente tem uma situação financeira muito delicada e deve a Deus e a todo mundo”, acrescentou o governador.

Ele admitiu que, além dos atrasos nos pagamentos de fornecedores, outra grande preocupação do Executivo é com relação ao salário do funcionalismo público.

 

Desde que assumiu o Governo, Mendes tem se utilizado do sistema de escalonamento para quitar a folha dos servidores.

“A cadeia de suprimentos está altamente comprometida por falta de pagamento. Ainda temos registro de atraso de dez dias daquele chamado dia 10 para pagar servidores. Estamos pagando o 13º de novembro e dezembro, enfim, são desafios gigantescos”, disse.

Apesar do cenário, Mendes afirma que já há uma perspectiva de melhora para os próximos meses, especialmente em razão de medidas adotadas por ele logo no início da gestão como forma de incrementar a receita do Estado, entre as quais o criação do Fethab 2.

“Já existem sinais de uma pequena melhora na arrecadação, em função dos ajustes feitos no mês de janeiro. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para que possamos efetivamente enxergar um layout, um caminho de saída para essa grave crise do governo de Mato Grosso”, concluiu. 


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