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Política MT
Segunda, 06 de maio de 2019, 20h41

Pequeno produtor, ferrovias, tributação e custo de energia foram temas do 'Novas Fronteiras'


Janaina enfatiza que o Estado tem uma produção de minério altíssima e o setor não é explorado como deveria. Essa pode ser uma nova saída econômica para Mato Grosso.

Foi defendido investimentos nas áreas rodoviárias, ferroviárias, hidroviárias e portos. 

A abertura de novas fronteiras econômicas para Mato Grosso avançar foi tema do debate promovido pela presidente da Assembleia Legislativa, deputada Janaina Riva (MDB), nesta segunda-feira (06), no auditório Milton Figueiredo, da ALMT. O evento também destacou a importância do legado deixado pelo Marechal Cândido Rondon, patrono das Comunicações, comemorado em 5 de maio – Dia de Rondon.

Janaina reforça a importância de investimentos no setor ferroviário.

Entre as inúmeras conquistas de Rondon, a deputada citou em seu discurso, a implantação de telégrafos no leste e sul do Mato Grosso, possibilitando a interação entre Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro com a região. Antes disso, ressaltou a parlamentar, para alguém do Mato Grosso entrar em contato com São Paulo, por exemplo, era preciso navegar o Atlântico, passar pelo Rio da Prata e subir o Rio Paraguai. Não existiam estradas, nem outra forma de comunicação rápida.

Na oportunidade, as autoridades lembraram a necessidade de novos investimentos nas áreas rodoviárias, ferroviárias, hidroviárias e portos, para melhorar o escoamento da produção, bem como atrair novos investidores.

Janaina lembrou que três ferrovias têm interesse em investir em Mato Grosso: Fico - Ferrovia de Integração Centro Oeste; Ferrogrão, tecnicamente chamada EF-170 e a Rumo, que é a maior operadora ferroviária do Brasil.

“O que estamos fazendo aqui é um simples gesto de, ao pensarmos as novas fronteiras econômicas de Mato Grosso, lembremos do Marechal Rondon que abriu tantas outras em tempos difíceis”, disse Janaina, ao destacar a importância da Metamat - Companhia Mato-grossense de Mineração, que dá suporte aos pequenos produtores e há muitas cidades com enorme potencial mineral em Mato Grosso e, com ajuda da Metamat, a exploração desses recursos pode representar geração de emprego e renda no Estado.

“Hoje temos um Estado que tem uma produção de minério altíssima e não exploramos isso como deveríamos. Essa pode ser uma nova saída econômica para Mato Grosso. A Metamat ainda carece de muita estrutura e é pouco explorada. Vamos discutir aqui os novos potenciais do Estado e o que falta para avançarmos”, disse a deputada, ao garantir que a Assembleia Legislativa pode contribuir muito.

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“No próximo semestre começaremos a debater o orçamento do ano que vem. E ao meu ver a Metamat precisa ser ampliada, o estado carece de geração de emprego e renda e pode explorar a riqueza mineral. Podemos direcionar os investimentos do estado dentro de ações que possam trazer retorno à população. A Metamat não pode ser extinta porque tem o perfil de atender os pequenos produtores. A exemplo de Aripuanã que descobriu minério há dois anos, e fomentou significativamente o comércio local. Tem que procurar expandir para diminuir as desigualdades regionais do estado”, disse.

O prefeito de Aripuanã, Jonas Canarinho, falou sobre o alto potencial da produção de minério na região. “Aripuanã é um destaque e acreditamos que vai ser um dos maiores investimentos, que está na envergadura de mais de 1,2 bilhão de investimentos no setor mineral. Vai atender toda a região norte, municípios vizinhos também têm potencial muito grande, jazidas de ferro e Aripuanã atende com mais de nove minérios catalogados. Acreditamos muito que a região vai ser o ponto inicial de Mato Grosso na questão mineral”, explicou o prefeito, ao destacar que o carro-chefe da cidade é o Zinco.

Neri Geller lembrou que a bancada federal será parceira para o desenvolvimento do setor. “Estamos muito alinhados no sentido de ajudar em novos investimentos para Mato Grosso”. Já o senador Wellington Fagundes alertou sobre a necessidade de se fazer um planejamento adequado com a política governamental voltada aos pequenos produtores. Ele considerou o debate uma forma de garantir empenho das autoridades para a solução dos entraves. “É garantir a lucratividade e o desenvolvimento concreto do estado. Hoje, temos a FICO sendo discutida pelo governo federal, principalmente, o trecho de Campinápolis até Água Boa. Temos também a Ferrogrão sendo discutida e o avanço da Ferronorte, no trecho de Rondonópolis, Cuiabá e Nortão”.
 

Maurício Munhoz: Sistema tributário, alto preço da energia elétrica e falta de política de desenvolvimento são prejudiciais.

Um dos organizadores do evento, economista Maurício Munhoz, esclareceu que além da logística, o sistema tributário, o alto preço da energia elétrica e a falta de uma política de desenvolvimento, são os maiores entraves para o desenvolvimento de Mato Grosso.

“Tivemos um debate muito significativo com uma participação expressiva. Agora, vamos continuar os debates e a pedido do senador Fagundes vamos organizar um em Brasília. Também realizaremos outro em Pontes e Lacerda”, informou Munhoz.

Inclusão do pequeno produtor foi inserido nos debates.

Também participaram o cientista político, professor Alfredo da Mota Menezes, que falou sobre a importância da hidrovia e ferrovia para o escoamento da produção; a ex-senadora Serys Slhessarenko; o economista Vivaldo Lopes, deputados estaduais e representantes do governo. 


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