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Polícia
Segunda, 15 de maio de 2017, 16h09

Polícia Civil prende professor acusado de vender diplomas em Água Boa


Um professor do ensino médio da rede pública de educação de Água Boa (730 km a Leste) foi preso pela Polícia Judiciária Civil, na sexta-feira (12.05), acusado de comercializar diplomas em Água boa, Nova Xavantina e Campinápolis, ao valor médio de R$ 500 a 800.

Professor há 15 anos, Dirceu Luiz Pich, 48 anos, foi autuado em flagrante por falsidade ideológica e falsificação de documento público. Ele dava aula de física e há 7 anos foi efetivado por meio de concurso público.
 

Conforme a delegada, Luciana Canaverde, desde o ano passado, a Polícia Civil investigava denúncias da venda ilegal de certificados do ensino médio e superior, até que identificou duas pessoas que iniciaram negociação da compra dos diplomas, mas desistiram. “Elas alegaram que somente iriam pagar e receberiam o certificado sem assistir aulas e ou fazer provas”, disse a delegada.

A partir daí, a Polícia Civil chegou a uma pessoa que comprou um certificado sem fazer aulas e provas. A Polícia Civil também apurou que o professou chegou anunciar em sua página no facebook a venda dos certificados com a informação de que os interessados deveriam se inscrever, assistir aulas pela internet e realizar provas. No entanto, conforme as testemunhas, nada disso era realizado.

O professou foi preso no ato do recebimento pelos Correios de um envelope com quatro certificados, expedidos por uma instituição de São Paulo. Outros cinco foram encontrados em buscas realizadas na casa do professor, totalizando 9 certificados apreendidos, prontos para serem entregues a beneficiários.

Em contato, com a instituição expedidora, em São Paulo, a Polícia Civil foi informada que os nomes nos diplomas não constam na relação de alunos e que todos os matriculados devem assistir às aulas pela internet e fazer a prova presencial para garantir a certificação.

Os certificados foram encaminhados à Politec e outras pessoas serão ouvidas no procedimento para identificar novos beneficiários, que também poderão responder por crime de estelionato.

O professor tem antecedentes pelo mesmo delito. Ele é acusado de falsificar um certificado de 2ª Grau do próprio filho, para ele cursar universidade. 


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