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Polícia
Quarta, 06 de junho de 2018, 10h02

Recém-nascida resiste depois de quase 7h enterrada


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Uma bebê recém nascida da etnia Tamayura foi enterrada viva no quintal da casa por volta das 14h de terça-feira (05) e salva por policiais militares e civis cerca de 7h depois. Eram 20h20 quando os policiais da 5º Companhia foram comunicados do fato, na cidade de Canarana, e se deslocaram ao local. A avó da criança mostrou o buraco, aos fundos da residência, ao lado de uma parede de madeira, onde os policiais começaram a cavar com as mãos, e para surpresa, logo ouviram o choro do bebê.

“Nem a perícia que fica em Água Boa, acreditava. Primeiro era para localizar o corpo, depois acioná-los. Não dá para descrever a sensação ao começar cavar e ouvir o choro da criança. Deu um desespero para cavar ainda mais depressa, com as mãos, com cuidado. A bebezinha é tão pequenina, coube nas duas mãos. Tantas horas depois de enterrada, é um milagre”, relatou o major João Paulo Bezerra do Nascimento, comandante da 5º Companhia. Ele conta que ao se deslocar para o local, acionou imediatamente a equipe da polícia civil que também acompanhou.

A criança foi encaminhada para o hospital municipal e, após avaliação, foi encaminhada para o Hospital Regional de Água Boa, com suspeita de duas fraturas na cabeça.

 

 

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“Hoje (06.06) já tivemos notícias de que ela passa bem, só está com insuficiência respiratória. A mãe M.P.T., 15 anos, e a avó da criança, T.K., 33, foram detidas e estão em poder da Polícia Civil”, pontuou o major. A mãe passou por avaliação médica antes de ir para PJC. O pai do bebê, K.K , (idade não revelada), também é suspeito. Ele não teria assumido a paternidade e já estaria morando em outra aldeia com outra índia.

Aos policiais, a avó disse que a bebê teria nascido morta, de um parto prematuro. Mas segundo avaliação médica, a criança não é prematura, e sim, de uma gestação normal.

O CASO

Segundo a denúncia, a indígena teria dado à luz por volta do meio dia na terça-feira (05.06) e teria enterrado no terreno da residência onde a família mora. No local, a avó T.K. confirmou a autoria, pois, segundo ela, teria nascido morta por ser prematura. E não comunicou ninguém por ser costume da etnia.

Uma enfermeira da Casai (Casa de Saúde do Índio) ao assumir o expediente soube do caso e comunicou a polícia e o chefe do Casai. Em decorrência do tempo, o local foi isolado pela equipe policial e acionada a Polícia Judiciária Civil para o trabalho da perícia técnica. Foi solicitado para constatar o óbito. Ao escavar, como já foi descrito, todos ouviram o choro do bebê.

Pelo fato do pai não assumir a criança e a mãe ter apenas 15 anos, há suspeitas de que tenham tentado matar a recém-nascida.

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